Vale nega risco iminente de ruptura de barragem em Mariana

A Vale divulgou comunicado nesta quinta-feira (10) através do qual afirmou não haver risco iminente de ruptura da barragem de Xingu da mina Alegria, em Mariana (MG), e que não houve alteração nas condições de segurança da estrutura, que permanece em nível 2.


Nesta quinta-feira, a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais (SRT-MG) informou que a barragem Xingu corre "grave e iminente risco de ruptura por liquefação".

De acordo com o órgão, um desastre de tal magnitude poderia causar um soterramento de trabalhadores na cidade já castigada pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, ocorrido em 2015, com a morte de 19 pessoas.

Na sexta-feira (4) a Superintendência Regional do Trabalho interditou as atividades da Vale em áreas próximas à barragem, o que levou à paralisação na circulação de trens em um ramal da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM), no complexo de Mariana (MG), com impacto de aproximadamente 40,5 mil toneladas diárias na produção da mineradora.

Segundo a companhia, a medida impedirá o escoamento do material produzido na usina Timbopeba durante a interdição e, por consequência, levará à paralisação temporária da produção nesta unidade, com impacto estimado em 33 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia.

A barragem, interditada desde março de 2020 pela Agência Nacional de Mineração (ANM), não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos, mas alguns trabalhadores ainda executam atividades de manutenção no local, o que motivou a ação dos fiscais trabalhistas.


Segundo a Vale, a barragem Xingu é monitorada e inspecionada continuamente por equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia. Ainda segundo a empresa, a Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada.

"Não obstante, em conformidade com o termo de interdição da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), a Vale suspendeu o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu, sendo permitidos apenas acessos imprescindíveis para estabilização da estrutura, com rigoroso protocolo de segurança", diz o comunicado.

O documento diz ainda que a Vale está adotando medidas para continuar a garantir a segurança dos trabalhadores, de modo a permitir a retomada das atividades.



Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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