top of page

Vale lucra R$ 6,85 bilhões no 2T26 e eleva projeções de cobre e níquel

  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Receita líquida de vendas somou R$ 53 bilhões, alta de 6% em relação ao 2T25 e 9% em relação ao 1T26


A Vale registrou lucro líquido de R$ 6,85 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 43% em relação ao mesmo período do ano passado (2T25), quando a mineradora apurou R$ 9,95 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30), após o fechamento do mercado.

A receita líquida de vendas somou R$ 53 bilhões, alta de 6% em relação ao 2T25 e 9% em relação ao 1T26. Já o Ebitda ajustado alcançou R$ 18,51 bilhões, queda de 3% na comparação anual e 8% em relação ao 1T26. As vendas cresceram em todos os segmentos, as de minério de ferro aumentaram 3%, de cobre 10% e níquel 7%, na comparação com o 2T25. Com relação ao preços médios, destaque para o cobre, que aumentou 57% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço do níquel subiu 14%.

Segundo o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, o desempenho refletiu resultados positivos nos diferentes negócios da companhia. “Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios”, afirmou o executivo, destacando que a produção de minério de ferro atingiu o maior volume para um segundo trimestre desde 2018. No cobre, a empresa registrou o melhor desempenho para um segundo trimestre em nove anos.

Pimenta também ressaltou a geração de Ebitda e de fluxo de caixa, além da qualidade dos ativos e dos esforços da companhia em eficiência operacional.


Ebitda proforma cresce 19%

Considerando a modalidade proforma, que exclui despesas relacionadas aos acordos de Brumadinho e à descaracterização de barragens, o Ebitda chegou a US$ 4,06 bilhões, crescimento de 19% em um ano.

A Vale informou que o trimestre foi pressionado por custos e despesas maiores. Entre os fatores citados estão o aumento das atividades de concentração de minério de ferro, a suspensão das operações nas unidades de Fábrica e Viga e a manutenção bienal programada nas instalações downstream de Sudbury.

O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,505 bilhão no segundo trimestre, alta de 49% sobre os US$ 1,008 bilhão registrados um ano antes.

De acordo com a companhia, o resultado foi favorecido pelo crescimento do Ebitda proforma e pela redução no pagamento de tributos. A liquidação financeira de derivativos também contribuiu com uma entrada de caixa de US$ 337 milhões no período.

Esses fatores foram parcialmente compensados por uma maior saída de recursos relacionada ao capital de giro.

A dívida líquida expandida da Vale terminou o segundo trimestre em US$ 16,677 bilhões, redução de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior. A queda foi atribuída principalmente à geração de fluxo de caixa livre no período.

O indicador permanece dentro da faixa de referência definida pela companhia, entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões.

A dívida bruta, incluindo arrendamentos, totalizou US$ 18,9 bilhões em 30 de junho. O valor ficou praticamente estável frente ao primeiro trimestre.

O prazo médio da dívida caiu de 8,4 para 8,1 anos, enquanto o custo médio anual, após operações de hedge cambial e de juros, ficou praticamente estável em 5,6%, ante 5,5% no trimestre anterior.


Vale eleva projeções de cobre e níquel

A companhia também revisou para cima suas estimativas de produção de cobre e níquel para 2026.

Para o cobre, a Vale passou a projetar produção entre 360 mil e 380 mil toneladas, ante a faixa anterior de 350 mil a 380 mil toneladas.

No níquel, a previsão foi elevada de 175 mil a 200 mil toneladas para 185 mil a 200 mil toneladas.

Segundo a Vale, as revisões refletem o desempenho operacional considerado forte nos dois segmentos durante o primeiro semestre.

A empresa também reduziu suas estimativas de custos all-in. No cobre, a projeção passou a ser de até US$ 500 por tonelada, ante a faixa anterior de US$ 1.000 a US$ 1.500 por tonelada.

No níquel, a estimativa caiu de US$ 12.000 a US$ 13.500 para US$ 10.000 a US$ 11.500 por tonelada.

A companhia atribuiu as revisões às perspectivas mais favoráveis para os preços dos subprodutos e aos ganhos operacionais obtidos nos negócios.


Fonte: Revista Mineração & Sustentabilidade

 
 
 

SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

Rua Macário Ferreira, nº 522 - Centro - Serrinha-BA     / Telefone: 75 3261 2415 /  sindimina@gmail.com

Funcionamento :  segunda a sexta-feira, das  8h às 18h.

bottom of page