Vale deve manter dividendos apesar de acordo por Brumadinho

O BTG Pactual avalia, em relatório divulgado na quinta-feira (4), que o acordo entre a Vale e o governo de Minas Gerais que prevê indenização a ser paga pela mineradora por causa do desastre ambiental em Brumadinho (MG) não deve afetar significativamente a distribuição de dividendos da companhia em 2021.


A Vale fechou na quinta-feira (4) um acordo de R$ 37,7 bilhões para a reparação global de danos socioeconômicos e ambientais pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, ocorrido em Brumadinho em janeiro de 2019. Segundo a Reuters, o acordo deve adicionar uma despesa de R$ 19,8 bilhões ao balanço da companhia. A projeção leva em conta fluxos de desembolso preliminares, como anunciou a empresa em comunicado.

O banco mantém, portanto, sua estimativa de pagamento de US$ 10 bilhões em dividendos pela Vale em 2021 - o que corresponderia a um Dividend Yield de 11% -, apesar do ônus de aproximadamente R$ 20 bilhões no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do quarto trimestre de 2020 da empresa em decorrência da provisão de recursos para o acordo de Brumadinho.

Segundo cálculo do BTG, os dividendos mínimos esperados para o dia 21 de abril devem ficar em torno de US$ 2,9 bilhões - ou 3,2% de Dividend Yield semestral. O documento aponta que isso representaria redução de 1,3% em relação ao Dividend Yield mínimo semestral de 4,5% previsto antes do acordo. Mas o banco enxerga "espaço de manobra" para que a Vale compense essa queda com dividendos extraordinários. As informações são do Space Money.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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