Usiminas paralisou planta e cortar 30% da produção de minério de ferro
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Empresa atribui paralisação à queda do preço do minério de ferro e ao aumento do frete marítimo

Complexo minerário da Usiminas em Itatiaiuçu Foto: Usiminas/Divulgação
A Usiminas iniciou paralisão , desde ontem quarta-feira (2), a planta de Samambaia, na sua unidade de mineração, em Itatiaiuçu, na Região Central. Na prática, a paralisação vai reduzir de 30% a 35% a produção de minério de ferro da empresa.
A medida faz parte de uma série de ações que vêm sendo adotadas pela empresa para enfrentar as adversidades do cenário externo, com queda do preço do minério de ferro e disparada do preço do frete marítimo.
Conforme O Fator apurou, a redução na produção não afetará a fabricação de aço da empresa, uma vez que a fatia comprometida com a paralisação seria sobretudo exportada. Ao todo, em 2025, a Usiminas vendeu 9,6 milhões de toneladas de minério de ferro.
A tonelada do minério de ferro, hoje cotada em US$ 99,34 na Bolsa de Valores de Singapura, tem sido vendida por preços inferiores em relação a meses anteriores – em maio deste ano, por exemplo, chegou a ser vendida por US$ 109. Ainda assim, o valor atual está acima de crises recentes.
Mas o aumento no custo de frete, consequência direta da guerra no Irã, tende a pressionar as mineradoras que exportam parte da produção de minério de ferro, sobretudo aquelas que têm maior custo de produção. Em 2025, o custo de produção da Usiminas foi de US$21,8 por tonelada de minério de ferro –em comparação, no mesmo período o custo da produção da Vale foi de US$ 21,3 por tonelada.
Para Artur Bontempo, sócio da Prime Trading, o mercado segue pressionado por forte demanda por navios no Atlântico, menor disponibilidade de tonelagem e pelo recente tufão na China, que atrasou a circulação dos navios.
“Quando uma mineradora do porte da Usiminas decide reduzir produção destinada à exportação, o problema evidentemente não está restrito a ela. Essa mesma pressão se estende aos produtores independentes do Quadrilátero Ferrífero, de outras regiões do Brasil e também de outros mercados produtores. Para muitos dos chamados junior miners, a viabilidade econômica da exportação está hoje no limite, ou mesmo abaixo dele”, afirma.
Fonte: ofator.com.br

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