US$ 6,2 bilhões: lucro da Vale recua 17,7% no 2T22

Lucro líquido recua em relação ao segundo trimestre de 2021, mas cresce na comparação ao trimestre anterior (1T22).


A mineradora Vale divulgou, na noite desta quinta-feira (28), os resultados do segundo trimestre deste ano (2T22), onde apurou um lucro líquido de US$ 6,2 bilhões (R$ 30,28 bilhões). O montante atingido no período representa um recuo de 17,7% em relação ao mesmo intervalo de 2021 (2T21), quando a companhia reportou ganhos de US$ 7,53 bilhões. Mas em comparação ao trimestre anterior (1T22), houve um aumento de quase 39%, em relação ao US$ 4,48 bilhões.


O lucro líquido atribuído a acionistas somou US$ 6,15 bilhões entre abril e junho deste ano. Já o lucro líquido das operações continuadas atribuível aos acionistas atingiu US$ 4,09 bilhões.


Os resultados vieram acima do esperado pelo mercado, já que o consenso era de um lucro de US$ 4,31 bilhões, segundo um levantamento da Bloomberg.


A receita líquida de vendas da companhia totalizou US$ 11,15 bilhões no trimestre, queda de 32,4% sobre o montante registrado no 2T21, de US$ 16,51 bilhões. Mas em relação ao 1T22, foi registrada uma alta de 3,2%.


A Vale antecipou, em seu relatório de produção, que os volumes de vendas de finos e pelotas de minério de ferro totalizaram 73,2 milhões de toneladas entre abril e junho do ano, sendo 64,3 milhões de toneladas em minério de ferro (queda de 2,3% no comparativo anual) e 8,8 milhões de toneladas em pelotas (alta de 15,6%).


No trimestre, a produção de minério de ferro atingiu 74,1 milhões de toneladas, recuo de 1,2% comparado com a quantidade registrada no 2T21.


O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu mais da metade, para US$ 5,53 bilhões (ante US$ 11,4 bilhões no 2T21), devido à queda nos preços do minério de ferro e de cobre no fim do trimestre. A margem contraiu de 68% no primeiro trimestre de 2021 para 47% nos últimos três meses encerrado em junho.


Além da queda do minério, a companhia também viu suas despesas operacionais pularem de US$ 662 milhões no 1T22 para US$ 834 milhões no 2T22.


A Vale ressalta que apesar do pior desempenho operacional seu resultado foi impulsionado por um melhor fluxo de caixa livre, que chegou a US$ 2,29 bilhões.

Segundo a mineradora, “isso se deu principalmente pelo impacto positivo do capital de giro pelo o imposto de renda sazonalmente mais alto pago no primeiro trimestre de 2022”. “A melhora no capital de giro é explicada pela redução de US$ 902 milhões do contas a receber, seguindo as vendas com preços mais altos entre janeiro e março”.


A posição de caixa da companhia, no entanto, caiu US$ 1,45 bilhão, motivado, principalmente, pelo investimento de US$ 2,5 bilhões na recompra de ações e por US$ 1,2 bilhão utilizado na aquisição de títulos de dívidas – a Vale fechou junho com uma dívida líquida de US$ 18,5 bilhões, caindo 4,14% na base sequencial, mas crescendo 69,2% no ano.


Fonte: Revista Mineração

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