Trabalhadores da BHP no Chile aprovam greve



Os trabalhadores do centro de operações remoto da BHP na capital chilena, Santiago, estão em greve depois que o sindicato que os representa não conseguiu chegar a um acordo com a empresa sobre um novo contrato coletivo. A paralisação dos trabalhadores está marcada para começar nesta quinta-feira (27).

Os 205 trabalhadores gerenciam remotamente cavas e plantas de cátodo e concentrador nas minas de cobre Escondida e Spence.

O sindicato disse que os lucros de Escondida saltaram 119% em 2020, para US$ 2,4 bilhões, o que não teria sido possível sem o esforço dos trabalhadores.

O sindicato disse que a BHP externalizou as funções de controle das plantas em 2019, um processo que levou os trabalhadores a serem demitidos e depois recontratados para trabalhar no CIO na capital Santiago em condições e com benefícios inferiores.

"A BHP apresentou isso como um 'avanço tecnológico', o que, na verdade, esconde o objetivo de dividir a força de trabalho e reduzir os benefícios trabalhistas, aproveitando as graves lacunas da legislação trabalhista", afirmou.

Escondida, a maior mina de cobre do mundo, produziu 1,19 milhão de toneladas em 2020, enquanto Spence produziu 146.700 toneladas.


As informações são do Mining Journal.


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