top of page

Terras raras: o desafio brasileiro não é apenas extrair, mas processar e agregar valor

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Plenária de Mineração e Metalurgia da ABM Week 10 debate como o Brasil pode tornar-se uma potência no setor e deixar de desempenhar apenas o papel de exportador de matéria-prima



Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta, com 22 milhões de toneladas estimadas, e apresenta grande potencial para se desenvolver como um dos players globais do setor. As oportunidades tornam-se ainda mais estratégicas atualmente, uma vez que os 17 elementos químicos que compõem o grupo estão no centro de uma disputa internacional e colocam em posição favorável os países que contam com abundância desses recursos naturais. No entanto, atualmente, o Brasil ainda figura apenas como produtor e exportador de terras raras, e carece de políticas e planos concretos para agregar valor aos minerais.


“Nós já conhecíamos o potencial das terras raras há algumas décadas, m

as a situação geopolítica atual causou uma mudança radical em sua relevância. Isso porque os elementos que estão nesse conjunto são importantes para a defesa dos países, compõem eletrônicos de alta tecnologia, como computadores e drones, e são necessários para planos de transição energética, estando presentes na geração de energia eólica e em carros elétricos, por exemplo”, explica Vânia Lúcia Andrade, membro do Conselho de Administração da ABM.


Dessa forma, deter essas reservas é decisivo, mas não é suficiente para tornar o Brasil numa das potências ligadas ao processamento de terras raras, explorando todo o potencial de desenvolvimento nacional vinculado a esses minerais críticos. Ao mesmo passo que avanços nesse sentido são necessários e importantes, num contexto geopolítico de intensa disputa por essas matérias-primas, decisões internas precisam ser tomadas de forma estruturada, de modo a tornar o país competitivo e em posição sinérgica com o cenário global. Emerge, portanto, uma necessidade de questionar quais são os caminhos possíveis para agregar valor à produção de terras raras no Brasil, o que a 10ª edição da ABM Week irá trazer à tona em uma plenária específica.


Plenária sobre terras raras


Diante deste contexto, em que a demanda por minerais críticos cresce e a transformação desses elementos torna-se um desafio, a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) realiza, durante a ABM Week 10, principal evento técnico-científico e empresarial da América Latina nas áreas de metalurgia, materiais e mineração, sua plenária de Mineração e Metalurgia com o tema “Terras raras: oportunidades e desafios para o Brasil”. O foco é debater o potencial e as perspectivas do país, além dos principais desafios tecnológicos e regulatórios que deverão ser enfrentados para que o Brasil se posicione como um player global na produção de bens estratégicos do setor.


“O Brasil está em uma posição privilegiada, nosso subsolo é rico em alguns minerais considerados críticos. Além disso, somos vistos como uma nação estável e que se apresenta com uma política externa amigável, o que abre oportunidades de negócios”, defende Vânia, citando os pontos positivos do contexto interno. No entanto, segundo a especialista, existem também desafios: “temos a oportunidade de vender as terras raras não apenas em sua forma primária, mas também de realizar alguns processos no nosso país. A discussão, porém, é entender até que ponto seremos competitivos nessa cadeia. Isso não é simples, porque exige tecnologias que poucos países dominam”.


De acordo com a membro do Conselho de Administração da ABM, a plenária será uma oportunidade para estudantes, pesquisadores, profissionais e gestores de empresas, interessados direta ou indiretamente pela cadeia de terras raras no Brasil e no mundo, se atualizarem sobre os temas, assistindo a discussões conduzidas por especialistas. “O objetivo é demonstrar a relevância que a mineração tem para um país e, também, discutir estratégias para o Brasil, o que é importante neste momento em que cada vez mais nações buscam estratégias comerciais para adquirir minerais críticos”, resume.


A plenária terá como palestrantes grandes nomes da academia e da indústria minero-metalúrgica, que vêm acumulando experiências e papéis importantes na evolução desse tema no país, tornando-se porta-vozes e debatedores relevantes para o cenário. Os convidados são Marcelo de Carvalho, vice-presidente do Conselho da Associação de Minerais Críticos; Fernando Landgraf, professor titular da Escola Politécnica da USP; Erwin Franieck, secretário da Rede Colaborativa MiBi (Made in Brasil Integrado); e Flávio da Mota, chefe do Departamento de Indústrias de Base e Extrativa do BNDES.


“A plenária busca debater as terras raras em toda a sua complexidade, sem propor respostas simples e superficiais para um assunto complexo. Iremos abordar o assunto por múltiplas frentes, apresentando debates sobre tecnologia, financiamento e pesquisa. Temos que ser inteligentes e pensar estrategicamente neste assunto, para assim aproveitarmos a nossa riqueza”, finaliza Vânia.


Serviço | Plenária de Mineração e Metalurgia


Data: 9 de setembro de 2026


Horário: 16h30-18h30


Local: Auditorium Gerdau. Pro Magno Centro de Eventos, Av. Professora Ida Kolb, 513, Jardim das Laranjeiras, São Paulo, SP



Fonte: Conexão Mineral

 
 
 

Comentários


SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

Rua Macário Ferreira, nº 522 - Centro - Serrinha-BA     / Telefone: 75 3261 2415 /  sindimina@gmail.com

Funcionamento :  segunda a sexta-feira, das  8h às 18h.

bottom of page