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Setor de minerais críticos cresce 41% e projeta US$ 68,4 bilhões em aportes até 2029

  • jurimarcosta
  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Segundo a KPMG, país tem reservas estratégicas, mas precisa superar barreiras tecnológicas e socioambientais para ampliar produção



O Brasil lidera mundialmente em reservas de nióbio, ocupa a segunda posição em grafite e terras-raras e a terceira em níquel. No primeiro semestre de 2025, o faturamento do segmento de minerais críticos alcançou R$ 21,6 bilhões, alta de 41,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).


Com números expressivos e projeções de novos investimentos, o setor se consolida como estratégico para a economia brasileira, mas enfrenta desafios tecnológicos, ambientais e sociais para transformar seu potencial em realidade.


Desafios na mineração de terras-raras


O sócio da KPMG, Mateus Figueiredo, avalia que o desempenho financeiro mostra o espaço para novos negócios, mas lembra que ainda há obstáculos importantes. Segundo ele, “o valor do faturamento no setor de minerais reforça o quanto a indústria tem uma presença na economia”.


Ele destacou que o Brasil, mesmo com a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, não possui tradição na exploração desses recursos. “Apesar de atuarmos na produção de minério de ferro e outros recursos minerais tradicionais há décadas com níveis de produtividade elevados, não significa que teremos este mesmo sucesso em terras-raras“. Ele explica que há um longo caminho entre sair da fase de pesquisa, avançar para a fase de desenvolvimento e alcançar o início da produção.


Investimentos e impactos socioambientais


O Ibram projeta investimentos de US$ 68,4 bilhões até 2029, 6,6% acima do previsto para o período anterior. Para Figueiredo, a complexidade da atividade demanda continuidade no financiamento.


“A projeção de aumento de investimento é alta, pois a complexidade do processo e as características da atividade de exploração de recursos minerais exigem um financiamento contínuo por longo prazo, o que é sempre um desafio para o setor de mineração”

Mateus Figueiredo – Sócio da KPMG



Além das questões econômicas, ele também ressaltou os impactos ambientais e sociais da atividade. “Vale destacar que alguns estados do país podem ter um aumento expressivo na demanda por profissionais especializados na área de mineração e de equipes capacitadas para avaliar os aspectos ambientais e de relacionamento com as comunidades no entorno do novo projeto”, afirmou.


Segundo ele, mesmo com regulação e cuidados, sempre existirão efeitos colaterais das operações. “As comunidades e as cidades têm que lidar com os benefícios, mas, também, riscos e impactos causados pela atividade mineral”, concluiu.


Fonte: Minera Brasil

 
 
 

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