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Projeto de terras raras da Meteoric entra em plataforma de investimentos do Governo Federal

  • jurimarcosta
  • 6 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Empresa australiana detalha, em nota oficial, iniciativas socioambientais e programas comunitários em Caldas após inclusão no BIP, plataforma federal voltada à transição ecológica e à atração de investimentos sustentáveis




Por Ricardo Lima


O Projeto Caldeira, iniciativa de terras raras da australiana Meteoric Resources em Caldas (MG), foi incluído na Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), do Governo Federal. A iniciativa reúne oito subsetores estratégicos e, até o momento, 15 projetos selecionados — entre eles o Caldeira — com um potencial total de US$ 22,6 bilhões em investimentos.


As informações constam em nota de esclarecimento assinada pelo Country Manager da companhia no Brasil, Marcelo Juliano de Carvalho, na qual a empresa também apresenta ações socioambientais e programas comunitários voltados ao município.


De acordo com a nota, o Projeto Caldeira prevê a extração de terras raras a partir de argilas localizadas na zona rural de Caldas, cerca de 10 quilômetros da área urbana. O local escolhido, afirma a empresa, não possui aglomeração populacional e já apresenta mais de 90% de sua área alterada por atividades humanas, com predominância de eucaliptos e pastagens.


A Meteoric informa ainda que o pedido de Licença Prévia (LP) foi protocolado na Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) em maio de 2024, após quase um ano de estudos técnicos e ambientais conduzidos por consultorias independentes, em conformidade com o Termo de Referência do órgão e a legislação vigente.


Reconhecimento federal


A inclusão do Projeto Caldeira na plataforma BIP — coordenada pelo Ministério da Fazenda, com apoio de pastas como Meio Ambiente, Indústria e Minas e Energia — representa um reconhecimento oficial do potencial estratégico do empreendimento para a transição ecológica brasileira. O BNDES atuaomo secretariado da iniciativa.


Conforme detalha a empresa em nota, o projeto foi classificado como prioritário pelos governos estadual e federal, no subsetor de Indústria e Mobilidade.


“O projeto é considerado prioritário pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal, tanto que o empreendimento foi incluído na Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), no subsetor de Indústria e Mobilidade.”


Compromissos inéditos com a comunidade


A Meteoric firmou um Termo de Compromisso voluntário com a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Caldas, assumindo 46 obrigações socioambientais. Entre elas, apoio à elaboração do novo Plano Diretor municipal e ao Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Pedra Branca, além de iniciativas para capacitação de trabalhadores e fornecedores locais.


A companhia também lançou o 1º Edital Meteoric Socioambiental, que apoiará dez ações comunitárias — da salvaguarda do queijo artesanal local a iniciativas de empoderamento feminino, inclusão digital de jovens e melhorias em aldeias indígenas da região.


Capacitação e diálogo permanente


Dois programas exclusivos para moradores — Desenvolve Caldas e Fortalece Caldas — foram estruturados em parceria com Senai, Sebrae e prefeitura. As ações incluem formação técnica, desenvolvimento de fornecedores e estímulo ao empreendedorismo regional.


Para reforçar a transparência, a empresa mantém desde março de 2024 o canal “Alô Meteoric”, destinado ao atendimento direto da população, agendamento de reuniões e esclarecimento de dúvidas sobre o projeto. A empresa também reforçou que o processo de licenciamento ambiental do Projeto Caldeira segue rigorosamente a legislação vigente e está sendo conduzido de forma “transparente, técnica e participativa”, em alinhamento com órgãos públicos e com a comunidade local.


“Todo o conjunto de estudos, relatórios, esclarecimentos técnicos, avaliação dos impactos, medidas de mitigação, planos de monitoramento ambiental e programas de gestão socioambientais […] foi integralmente apreciado e considerado adequado pela autoridade competente (FEAM), o que evidencia a regularidade e completude da instrução técnica já existente.”


A empresa também informou que todos os efluentes industriais e o esgoto sanitário gerados pela operação serão tratados na própria unidade e reutilizados no processo produtivo. Dessa forma, não haverá lançamento de resíduos líquidos em cursos d’água nem sobrecarga ao sistema público de tratamento de esgoto, segundo a companhia.


A Meteoric afirmou ainda que tem atuado proativamente para prestar esclarecimentos e participar de fóruns, reuniões e debates sobre o empreendimento. Segundo o comunicado, o documento deve ser considerado como direito de resposta, com o objetivo de “assegurar a divulgação das informações corretas e evitar a propagação de inverdades sobre o Projeto Caldeira”.



Fonte: Minera Brasil




 
 
 

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