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Nordeste terá 32 projetos de minerais críticos e fertilizantes até 2035

  • jurimarcosta
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Plano decenal do SGB busca ampliar participação mineral da região, que hoje é estimada em apenas 3% na escala nacional.


Extração de cobre em mina localizada em Jaguarari, na Bahia. Segundo o Plano Decenal de Pesquisa de Recursos Minerais, há ocorrência relevante desse mineral também no Ceará. Imagem: Mineração Caraiba / SA.





O Nordeste voltou ao centro do planejamento estratégico da mineração brasileira com a inclusão de 32 projetos no Plano Decenal de Pesquisa de Recursos Minerais (PlanGeo 2026–2035), elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). A iniciativa prioriza minerais críticos, fertilizantes naturais e sustentabilidade, com o objetivo de ampliar o conhecimento geológico, atrair investimentos e reduzir a dependência externa do país. Informações segundo o jornal Movimento Econômico.


Atualmente responsável por cerca de 3% do valor da produção mineral brasileira, o Nordeste passa a ser tratado pelo PlanGeo como uma fronteira de expansão geológica e econômica. Após anos de concentração de investimentos em províncias do Norte, Sudeste e Centro-Oeste, a região retorna ao radar impulsionada por demandas ligadas à transição energética, à produção agrícola e à interiorização da infraestrutura mineral.


O plano prevê ações que incluem o mapeamento de jazidas estratégicas, como potássio, fosfato, cobre, níquel, ouro, terras raras e urânio, além de estudos sobre minerais industriais, rochas ornamentais e sílica de alta pureza. Também ganham espaço iniciativas voltadas à inteligência mineral, ao reaproveitamento de resíduos e à mitigação de impactos ambientais.


Distribuição dos projetos


Dos 234 projetos previstos em todo o país até 2035, 32 estão no Nordeste. A Bahia lidera com nove iniciativas, seguida por Ceará (6), Paraíba (4), Pernambuco (3), Rio Grande do Norte (3), Alagoas (2), Sergipe (2), Piauí (2) e Maranhão (1).


A pesquisa de fertilizantes naturais é um dos eixos centrais do plano na região. Estão previstas avaliações de fosfato e potássio em áreas como a Bacia do Araripe, a Faixa Sergipana, a Bacia do Tucano-Jatobá e a Bacia Sergipe-Alagoas. O objetivo é reduzir a dependência externa do Brasil, que importa mais de 80% do potássio consumido no país.


Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o Nordeste responde por menos de 5% da produção nacional de fosfato e cerca de 3% da de potássio.


Integração com políticas nacionais e sustentabilidade


O reposicionamento do Nordeste no PlanGeo está alinhado a outras diretrizes federais, como o Plano Plurianual 2024–2027, o Plano Nacional de Fertilizantes e a atualização do Plano Nacional de Mineração 2050. O plano decenal atua como base técnico-científica para essas políticas, conectando potencial geológico a demandas regionais de abastecimento, produção agrícola e desenvolvimento econômico.


Além da prospecção mineral, o PlanGeo prevê, entre 2033 e 2035, estudos de economia circular e reaproveitamento de rejeitos em estados como Ceará, Pernambuco, Paraíba e Alagoas, reforçando a agenda de sustentabilidade e inovação na mineração nordestina.



Fonte: Minera Brasil

 
 
 

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