Nexa inicia o ramp-up do projeto Aripuanã

A plena produção deve ser alcançada no segundo trimestre de 2023. A produção comercial se iniciará no último trimestre do ano.



A Nexa Resources anuncia que iniciou com sucesso o ramp-up das atividades do projeto Aripuanã, em Mato Grosso, que compreende a instalação de uma mina e usina para processamento de minério polimetálico contendo zinco, cobre, chumbo, ouro e prata. Com isso, começou a desmobilização das equipes de construção do empreendimento.


Aripuanã, segundo a Nexa, é um dos projetos de mineração mais sustentáveis, com quase 100% de recirculação de água, uso de empilhamento a seco e utilização dos rejeitos como material de enchimento dos vazios deixados com a retirada do minério, já que se trata de uma mina subterrânea. Para Ignacio Rosado, presidente e CEO da Nexa, o ramp-up está conforme o esperado e por isso cumprimenta todo a equipe envolvida com a implantação do projeto. “Aripuanã atualmente é o maior investimento da Nexa no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região. É também um dos poucos projetos de zinco no mundo e estamos confiantes de que será a operação mineira de mais baixo custo e longa vida útil. Esta é a terceira mina em nosso portfolio, reforçando nossa posição única para atender à demanda por zinco”, disse o dirigente.


As atividades de ramp-up atualmente estão focadas no rápido incremento das taxas de alimentação da planta. Já existem mais de 650 mil toneladas de minério em estoque, o que é suficiente para suprir os seis meses previstos da curva de ramp-up. A utilização da capacidade de moagem deve atingir 30-40% no terceiro trimestre de 2022 e 70-80% em dezembro deste ano. A plena produção deve ser alcançada no segundo trimestre de 2023. A produção comercial se iniciará no último trimestre do ano, após o plano de estabilização da performance do comissionamento, o conhecimento do processo, a recuperação de minério e a viabilidade dos ativos.


Mas a mina já se encontra totalmente operacional e as atividades estão focadas no desenvolvimento e preparação das áreas para as operações de extração e incremento das reservas com perfuração em novas áreas, visando estabilidade operacional durante a completa operação. O desenvolvimento da mina também alcançou a produção mensal esperada de 1 mil metros, ou 100% da capacidade.


A orientação de produção para 2022 permanece a mesma, estimando-se que serão produzidas 14 a 23 mil toneladas de zinco, 1.6 a 2.3 mil toneladas de cobre, 5.0-7.0 mil t de chumbo e 0.3 a 0.5 milhões de onças de prata, sujeito aos riscos do ramp up da nova mina, entre outros fatores.


Aripuanã consiste de três zonas principais mineralizadas – Arex, Link e Ambrex – com uma produção anual estimada de 70 mil t/ano de zinco, 24 mil t/ano de chumbo, 4 mil t de cobre, 1.8 milhões de onças de prata e 14.5 mil onças de ouro, durante uma vida útil de 11 anos, considerando-se apenas as reservas minerais estimadas sob a norma S-K 1300.


Fonte: Brasil Mineral, assine e tenha acesso a um vasto conteúdo de notícias do setor mineral.

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