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MRN obtém Licença de Instalação no Pará e prevê R$ 9 bilhões em investimentos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Autorização do Ibama permite início das obras do projeto Novas Minas, que deve manter 7,5 mil empregos e ampliar produção de bauxita na região.



A Mineração Rio do Norte (MRN) recebeu, na última semana, a Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Projeto Novas Minas (PNM), no oeste do Pará. A autorização permite o início das obras e viabiliza a continuidade das operações da empresa até 2041.

Com previsão de R$ 9 bilhões em investimentos entre 2027 e 2041, o projeto deve sustentar cerca de 7,5 mil empregos e ampliar a produção anual para 12,5 milhões de toneladas de bauxita, além de gerar impactos econômicos na região.




Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, desenvolvimento regional e competitividade industrial

Guido Germani – CEO DA MRN.



O CEO da MRN, Guido Germani, afirmou que o projeto é estratégico para o país. “É fundamental para a sustentabilidade da cadeia do alumínio no Brasil, fortalecer a indústria nacional e contribuir para a economia. Estamos falando de um projeto estratégico, que conecta produção, desenvolvimento regional e competitividade industrial”, afirmou.

Licença destrava nova fase do projeto

A emissão da licença ocorre após manifestação técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que não identificou impedimentos ao licenciamento, incluindo questões envolvendo comunidades quilombolas. A etapa é considerada decisiva dentro de um processo iniciado em 2018, com estudos ambientais e consultas públicas nos municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro.

A autorização permite à mineradora iniciar a implantação do projeto, que inclui preparação de áreas, construção de infraestrutura operacional e abertura de acessos. O Novas Minas prevê a exploração de bauxita em cinco novos platôs: Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste.

Durante a fase de implantação, a expectativa é de criação de cerca de 2,3 mil vagas de trabalho, além da ampliação de investimentos sociais, ambientais e em infraestrutura nas comunidades locais.

Impacto econômico do projeto

O projeto é visto como um vetor de continuidade econômica para o oeste paraense. A operação deve gerar aproximadamente R$ 380 milhões anuais em impostos e contribuições, além de movimentar cerca de R$ 727,5 milhões em compras locais.

A bauxita extraída pela MRN é matéria-prima essencial para a produção de alumina e tem papel relevante na cadeia do alumínio no Brasil, setor considerado estratégico para a indústria e para a balança comercial do país.

O licenciamento incluiu a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Estudo do Componente Quilombola (ECQ), com consulta às comunidades afetadas conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A partir desses levantamentos, foram estruturados planos de gestão ambiental e medidas de mitigação de impactos.

Entre as soluções previstas está o uso do método de disposição de rejeitos a seco em cava, apontado como alternativa com menor impacto ambiental em comparação a modelos tradicionais.


Fonte: Minera Brasil


 
 
 

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