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Mineração prevê US$ 76,9 bi em investimentos até 2030, com foco em minerais críticos

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

IBRAM revisa projeção para o setor e estima aumento de 12,5% nos aportes; cobre, lítio, níquel e terras raras concentram parte dos novos projetos


A mineração brasileira deverá receber US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, segundo a nova projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). O montante representa um crescimento de 12,5% em relação à estimativa anterior e reflete o avanço de projetos de expansão, novas minas e iniciativas voltadas à produção de minerais estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.

O levantamento mostra uma mudança no perfil dos investimentos da mineração brasileira. Embora o minério de ferro continue concentrando grande parte dos aportes, os chamados minerais críticos ganham espaço diante da crescente demanda mundial por matérias-primas utilizadas em baterias, veículos elétricos, geração de energia renovável, semicondutores e equipamentos eletrônicos.

Segundo o IBRAM, US$ 21,3 bilhões dos investimentos previstos até 2030 serão destinados especificamente aos minerais críticos. O grupo inclui cobre, níquel, lítio, terras raras, grafita, nióbio, vanádio, titânio, zinco e bauxita, considerados essenciais para a descarbonização da economia e para o desenvolvimento de novas tecnologias.

O aumento das projeções acompanha um cenário internacional de forte demanda por esses insumos, impulsionado pela expansão da mobilidade elétrica, do armazenamento de energia e da digitalização da economia. Nos últimos anos, empresas instaladas no Brasil anunciaram novos projetos para ampliar a produção de cobre, lítio, níquel e terras raras, posicionando o país como um dos potenciais fornecedores globais desses minerais.

Além de ampliar a capacidade produtiva, os investimentos previstos abrangem modernização de plantas industriais, pesquisa mineral, infraestrutura logística, tecnologias para aumentar a eficiência operacional e iniciativas voltadas à sustentabilidade e à redução das emissões de carbono.

Para o IBRAM, o ciclo de investimentos previsto para os próximos anos reforça o potencial competitivo da mineração brasileira em um momento de transformação da economia mundial. A combinação entre grandes reservas minerais, demanda crescente por matérias-primas estratégicas e novos projetos poderá fortalecer a participação do Brasil nas cadeias globais de fornecimento voltadas à transição energética.

Fonte: Revista Mineração & Sustentabilidade

 
 
 

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