Mineradoras devem investir na Bahia mais de R$ 3,5 bilhões até 2025



A Bahia deve receber mais de R$ 3,5 bilhões em investimentos privados em mineração até 2025, de acordo com um levantamento realizado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). A empresa afirma que o valor corresponde à soma dos anúncios de expansão feitos por oito das treze maiores companhias do setor no estado.

Os dados mostram que a Atlantic Nikel pretende investir R$ 1,8 bilhão na implantação de uma mina subterrânea em Itagibá, com a operação sendo dividida em duas fases. "Inicialmente, será mantida a exploração da mina a céu aberto até 2028. Nesse período, a empresa irá avançar na sua capacidade de produção, estimada entre 20 mil e 25 mil toneladas anuais de níquel contido no concentrado. A partir daí, começaria a segunda fase com a implantação de uma mina subterrânea com capacidade de exploração por mais 26 anos", destaca o comunicado.

A Equinox Gold, conforme os dados, está investindo R$ 400 milhões no retorno da produção na Mina C1 a partir de agosto do ano que vem, no município de Santaluz, ofertando 1.500 postos de trabalho. "Os primeiros estudos na região, que vieram a consolidar o potencial econômico para mineração de ouro, foram desenvolvidos pela CBPM".

"A produção de ouro também deve crescer em Jacobina. A Yamana Gold está investindo R$ 300 milhões na mina e na planta de processamento do metal nobre no município entre 2021 e 2022. Com a expansão, a produção de ouro anual em Jacobina pode saltar das atuais 168 mil onças produzidas em 2019 para 230 mil onças", ressalta.

O levantamento destaca que a RHI Magnesita está investindo R$ 200 milhões na construção de um novo forno industrial, "que vai dar mais competitividade à empresa no mercado internacional e prolongar a vida útil da mina, dos atuais 47 anos para 120". A RHI espera que aproximadamente 350 pessoas estejam atuando diretamente na execução do projeto, entre mão de obra local e externa. "Uma obra com essa magnitude gera oportunidades de empregos diretos e indiretos, mas também contribui para o comércio e os serviços do município e da região", explica o diretor-executivo da empresa no Brasil, Francisco Carrara.

A CBPM informa que a Mineração Caraíba investiu R$ 58 milhões no projeto de reabertura da mina de cobre de Surubim, em Curaçá. O retorno das operações está previsto para janeiro e "vai abrir 250 novos postos de trabalho diretos". Segundo o diretor de operações da empresa, Manoel Valério, todos os funcionários que trabalhavam na mina em 2015, quando ela foi fechada, foram convidados a retornar aos postos de trabalho.


De acordo com os dados, a Largo Resources, que opera em Maracás a única mina de vanádio da América Latina, vai investir R$ 80 milhões na produção de dois novos compostos: "o Trióxido de Vanádio, voltado para mercados que requerem produtos de alto teor de pureza, e o Ferro Vanádio, utilizado na produção de aço. As operações visam obter produtos de maior valor agregado", afirma.

O levantamento também mostra que a Ferbasa vai investir R$ 500 milhões para reduzir custos e aumentar a escala da produção. Segundo o presidente da Companhia, Márcio Barros, a meta é que "toda a produção de ferroliga seja verticalizada, com extração de minério, geração de energia e fabricação do coque metalúrgico". Outro objetivo da empresa é aumentar a produção de cromo, das atuais 40 mil toneladas para 60 mil toneladas mensais de concentrado.

A CBPM informa ainda que a Bamin está investindo R$ 190 milhões no Porto Sul. A empresa aguarda a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), local por onde pretende enviar sua produção de minério de ferro.

"A empresa pretende usar um terço da capacidade operacional da Fiol para escoar a sua produção de minério de ferro em Caetité até o Porto Sul, em Ilhéus. A empresa recebeu em agosto a permissão para tocar as obras do terminal de uso privado (TUP) onde fará o carregamento do material a ser exportado", destaca a nota.

O trecho da Fiol 1 da Fiol, que vai de Caetité a Ilhéus e que já tem 80% das obras concluídas, aguarda desde o ano passado um parecer positivo do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU). O próprio ministro afirmou que o processo relativo à Fiol é considerado "prioritário" desde que foi recebido pelo órgão, em dezembro de 2019.

No entanto, um relatório da Secretaria de Infraestrutura de Portos e Ferrovias do Tribunal de Contas da União (TCU), produzido em outubro, indica aos ministros da corte a necessidade de mudanças na proposta do governo na licitação da Fiol para evitar direcionamento da concorrência.



Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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