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Minas Gerais avança rumo ao fim das barragens e fortalece a mineração sustentável com o empilhamento a seco

  • jurimarcosta
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Minas Gerais vive um momento decisivo na transformação da mineração. Após décadas de dependência de barragens de rejeitos — e depois de tragédias que marcaram o estado e o país — o setor avança rumo a um novo modelo produtivo, mais seguro e sustentável. Nesse contexto, o empilhamento a seco de rejeitos surge como alternativa definitiva, eliminando a necessidade de barragens e reduzindo significativamente os riscos socioambientais.


A descaracterização das barragens, especialmente aquelas construídas pelo método de alteamento a montante, tornou-se prioridade no estado, impulsionada por novas legislações, maior rigor na fiscalização e pressão da sociedade. O objetivo é claro: colocar um ponto final nas estruturas que oferecem risco às comunidades e ao meio ambiente.


Entre as empresas que já operam alinhadas a esse novo paradigma está a Cedro Mineração, que adotou desde o início de suas operações o empilhamento a seco como base do seu processo produtivo. A tecnologia permite que os rejeitos sejam filtrados, desaguados e empilhados de forma compacta e estável, dispensando completamente o uso de barragens.


Imagem: Cedro / Divulgação.


Além de aumentar a segurança operacional, o empilhamento a seco proporciona benefícios ambientais importantes, como a redução significativa do consumo de água, a menor ocupação de áreas e a possibilidade de reabilitação mais rápida do terreno ao fim da atividade minerária.


Para a Cedro Mineração, a escolha por esse modelo reforça o compromisso com uma mineração responsável, alinhada às melhores práticas internacionais e às expectativas da sociedade mineira. “Mineração e segurança não podem caminhar separadas. Investir em tecnologia e em processos mais seguros é investir no futuro de Minas Gerais”, destaca Wanderley Santo, Vice Presidente de Operações da Cedro Mineração. Ele acrescenta que “a tecnologia deixou de ser apenas suporte e passou a ser estratégica. Com soluções digitais e inteligência operacional, conseguimos reduzir custos, aumentar a recuperação do minério e projetar a operação para muito além do horizonte tradicional das minas”.


A empresa investe fortemente no pellet feed, também conhecido como “minério verde”, uma matéria-prima com baixos níveis de impurezas capaz de reduzir em até 50% a emissão de CO₂, beneficiando a indústria siderúrgica. Além disso, a Cedro adota práticas inovadoras como a filtragem e empilhamento a seco, tecnologia que elimina completamente o risco de barragens de rejeito, um diferencial crucial no setor e o reaproveitamento de 85% da água utilizada em seus processos.


O avanço do empilhamento a seco no estado sinaliza uma mudança estrutural na mineração mineira, que passa a priorizar inovação, prevenção de riscos e desenvolvimento sustentável. Minas Gerais, berço histórico da mineração no Brasil, dá passos importantes para deixar as barragens no passado e construir um novo capítulo para o setor.


Segundo levantamento recente, em Minas Gerais já existem 732 pilhas de rejeitos (empilhamento a seco / estéreis). Essas estruturas substituíram as barragens de alteamento a montante desde sua proibição, mas estão espalhadas pelo estado sem regulamentação específica.


Dados do IGAM/MG de 2023 apontam que as barragens cadastradas em Minas abrangem 64 municípios, distribuídas entre diferentes Unidades Regionais de Regularização Ambiental (URAs). A região central/metropolitana (que inclui parte do Quadrilátero Ferrífero) concentra a maior parte dessas barragens.


Imagem: Cedro / Divulgação.


O empilhamento a seco deixou de ser promessa ou alternativa experimental: já é prática consolidada por grandes mineradoras em Minas Gerais com investimentos e adoção de tecnologia de filtragem e pilhas secas. Há evidência técnica recente — inclusive estudos de 2025 — de que o uso de filtros-prensa e armazenamento seco pode reduzir significativamente os riscos associados a barragens tradicionais, além de trazer ganhos ambientais e de gestão hídrica. Ao mesmo tempo, as falhas em pilhas de rejeitos recentes mostram que “empilhamento a seco” não significa “risco zero”: a segurança depende de manutenção, controle geotécnico, drenagem, licenciamento e monitoramento constantes.



Fonte: Brasil mineral

 
 
 

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