top of page

Minas de ametista ganham nova vida e viram restaurantes, adegas e atrações turísticas no Sul do Brasil

há 11 minutos
4 min de leitura

Em Ametista do Sul (RS), antigas galerias de mineração foram transformadas em restaurantes, adegas subterrâneas e atrações turísticas que revelam, debaixo da terra, a história de uma das principais atividades econômicas da região.


Imagine descer alguns metros por uma antiga galeria de mineração e, em vez de encontrar apenas pedras e equipamentos de garimpo, dar de cara com mesas de madeira, barris de vinho e um restaurante. É justamente essa experiência que Ametista do Sul, no noroeste do Rio Grande do Sul, transformou em atração turística. Informações segundo o portal Olhar Digital.

Conhecida pela produção de ametistas, a cidade reaproveitou parte das antigas minas para criar experiências que misturam gastronomia, enoturismo, história e aventura. As galerias que um dia serviram para retirar pedras do subsolo agora também recebem visitantes interessados em conhecer como funcionava — e como ainda funciona — o garimpo na região.

A transformação não apagou a história da mineração. Pelo contrário: é justamente ela que conduz os passeios.


De onde veio a ideia de transformar minas em atrações?

A ametista está no centro da identidade de Ametista do Sul. Encontrada em grandes geodos e galerias subterrâneas, a pedra ajudou a colocar o município no mapa da mineração e movimenta a economia local por meio da venda de minerais, joias e peças de artesanato.

Com o tempo, antigas áreas de extração passaram a ganhar novas funções. Segundo informações divulgadas pelo Governo do Rio Grande do Sul e pela Prefeitura de Ametista do Sul, o turismo subterrâneo se tornou uma das formas de apresentar aos visitantes a relação da cidade com a mineração.

Algumas galerias chegam a dezenas de metros de profundidade. Parte desse espaço foi adaptada para receber turistas, criando uma experiência incomum: conhecer a cidade literalmente debaixo da terra.

A própria paisagem urbana já dá pistas dessa relação com a pedra. A Igreja Matriz, revestida com minerais, e o tradicional comércio de pedras ajudam a mostrar como a ametista ultrapassou os limites das minas e passou a fazer parte do cotidiano do município.


Onde é possível almoçar dentro de uma antiga mina?

Entre as experiências mais curiosas estão os restaurantes instalados em áreas que já tiveram atividade de mineração.

O Restaurante Garimpo, por exemplo, serve refeições dentro de uma galeria de mina desativada. A decoração aproveita elementos ligados ao garimpo, criando um ambiente em que o visitante pode fazer uma pausa para o almoço enquanto observa marcas da antiga atividade de extração.

Outra opção é o Belvedere Mina, que reúne diferentes atrações no mesmo complexo, incluindo restaurante, hospedagem e áreas de garimpo.

Já o Ametista Parque Museu combina museu de minerais, passeio por antigas minas, restaurante e experiências relacionadas ao vinho e à mineração.

A proposta é simples, mas pouco comum: transformar um lugar originalmente associado ao trabalho pesado da mineração em espaço de convivência e turismo, sem esconder sua função original.


Três maneiras de conhecer o subsolo de Ametista do Sul

Para quem visita a cidade, há diferentes formas de explorar as antigas galerias.

🍽️ Almoço dentro da mina

No Restaurante Garimpo, a refeição é servida em uma galeria de antigo garimpo. A ambientação mantém referências à mineração e transforma o almoço em parte do passeio.

🍷 Vinho envelhecido no subsolo

A Vinícola Ametista utiliza galerias subterrâneas como espaço para o envelhecimento de seus vinhos. O ambiente mais estável do subsolo é incorporado ao processo e também faz parte da visita turística.

⛏️ Garimpo em atividade

Para quem prefere acompanhar a mineração de perto, o Garimpo em Atividade apresenta o processo de extração da ametista e inclui uma trilha pela mata nativa. É uma oportunidade de observar uma atividade que continua fazendo parte da economia local.


Por que o vinho é envelhecido dentro de uma mina?

A ideia pode parecer estranha à primeira vista, mas existe uma razão para levar as garrafas para o subsolo.

Nas galerias utilizadas pela Vinícola Ametista, as condições ambientais são mais estáveis do que na superfície, criando um cenário adequado para o armazenamento e o envelhecimento das bebidas.

A experiência, porém, vai além da degustação. O visitante pode conhecer a cave subterrânea e observar como um espaço originalmente aberto para a retirada de pedras ganhou uma função completamente diferente.

Em outros pontos turísticos da cidade, as galerias também abrigam minerais de grandes dimensões, lojas de artesanato e outras atrações ligadas à cultura da mineração.


E quem quiser ver a mineração de perto?

Também existe essa possibilidade.

O roteiro do Garimpo em Atividade leva os visitantes a áreas onde a extração da ametista ainda pode ser observada. O passeio inclui uma caminhada pela mata nativa antes de chegar às áreas relacionadas à mineração.

É uma experiência diferente da visita às galerias adaptadas para o turismo: em vez de apenas conhecer o resultado da atividade mineradora, o visitante entra em contato com o trabalho que continua movimentando a cidade.

Por isso, Ametista do Sul consegue reunir, no mesmo roteiro, dois momentos distintos da mineração: as antigas galerias, agora transformadas em espaços turísticos, e os garimpos que continuam em funcionamento.


Uma cidade turística debaixo da terra

Ametista do Sul encontrou uma maneira peculiar de contar a própria história. Em vez de transformar as antigas minas em espaços esquecidos, parte delas ganhou uma segunda vida.

Hoje, o mesmo subsolo que já foi explorado em busca de pedras preciosas também recebe turistas para almoços, degustações, trilhas e visitas guiadas.

É uma combinação que ajuda a explicar por que o destino chama atenção de quem procura experiências diferentes: em Ametista do Sul, não é preciso apenas olhar para as montanhas ou para as ruas para conhecer a história da cidade.

É preciso descer.

E, alguns metros abaixo da superfície, a antiga mineração aparece com uma nova função — agora como cenário para comer, beber, explorar e entender como a ametista ajudou a transformar uma pequena cidade do Rio Grande do Sul.


Fonte: Minera Brasil

 
 
 

Comentários


SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

Rua Macário Ferreira, nº 522 - Centro - Serrinha-BA     / Telefone: 75 3261 2415 /  sindimina@gmail.com

Funcionamento :  segunda a sexta-feira, das  8h às 18h.

bottom of page