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Metade do potencial de urânio em Lagoa Real segue inexplorado, aponta SGB

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Estudo aponta cerca de 90 mil toneladas de urânio ainda não descobertas, equivalentes a 51% do potencial estimado da região



A Província Uranífera de Lagoa Real (PULR), localizada na Bahia, pode ter cerca de metade ou 51% de seu potencial de urânio ainda inexplorado, segundo estudo divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Resultados do Projeto Avaliação do Potencial do Urânio no Brasil indicam a existência de aproximadamente 90 mil toneladas do mineral em recursos não descobertos, reforçando a relevância estratégica da região para o setor mineral e a política energética nacional.


O Plano Nacional de Mineração 2030 classifica o urânio como mineral estratégico devido à sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia e ao potencial das reservas de contribuir para a geração de superávit na balança comercial brasileira.


O levantamento integra o Informe de Recursos Minerais — Avaliação da Favorabilidade para Depósitos de Urânio no Brasil: Urânio na Província Lagoa Real, BA: principais aspectos das mineralizações e favorabilidade mineral. O estudo analisa a favorabilidade para depósitos de urânio no país e destaca o papel da província baiana no planejamento estratégico da mineração e na segurança energética do Brasil.


Segundo o pesquisador Raul Meloni, um dos autores do estudo, o avanço no conhecimento sobre a província amplia as perspectivas para o setor mineral brasileiro.


“Ao ampliar os conhecimentos sobre o urânio na PULR, e fornecer subsídios técnicos para a exploração eficiente deste bem mineral, o IRM fortalece o planejamento estratégico do setor mineral, favorecendo o desenvolvimento sustentável e competitivo da mineração no Brasil”, afirmou.


Atualmente, o Brasil possui o nono maior recurso mundial de urânio, com cerca de 250 mil toneladas estimadas. A diversidade geológica e a extensão territorial do país indicam possibilidade de ampliação dessas reservas.


“Esses resultados evidenciam o alto potencial de crescimento das reservas nacionais de urânio Raul Meloni – Pesquisador

Pesquisa e metodologia


Para a realização do estudo, o SGB combinou novas informações geológicas com técnicas avançadas de mapeamento de favorabilidade mineral, permitindo identificar áreas com maior potencial para exploração e orientar futuras atividades de prospecção.


De acordo com Meloni, o trabalho também contribui para reduzir incertezas no setor.


Para ele, o estudo contribui para “reduzir riscos exploratórios e fornecer subsídios técnicos para orientar investimentos futuros”, explicou Meloni.


O Informe de Recursos Minerais nº 13, da série Minerais Estratégicos, está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem como objetivo estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira.



Fonte: Brasil Mineral

 
 
 

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