Lucro da Vale dispara 634% no 4T21 e 360% no acumulado do ano

O lucro líquido no quatro trimestre foi de US$ 5,427 bilhões e US$ 22,4 bilhões em todo o ano passado.




A mineradora Vale anunciou, na noite desta quinta-feira (25/02) os fortes resultados da companhia no quatro trimestre de 2021 (4T21) e em todo o ano passado. No 4T21, a empresa lucrou US$ 5,427 bilhões, um salto de 634% em relação ao mesmo período do ano anterior (4T20). No acumulado do ano, o lucro foi de US$ 22,4 bilhões, crescimento de 360% em relação a 2020. Em reais, o lucro anual foi de R$ 121,2 bilhões, aumento de 354% frente aos R$ 26,7 bilhões de 2020.


O resultado do 4T21 da Vale se deu, principalmente, devido ao maior resultado financeiro (US$ 3,5 bilhões) da reclassificação da variação cambial acumulada no patrimônio líquido, informa o relatório da empresa. Além disso, a Vale aponta:


° efeito positivo parcialmente compensado por maiores despesas relacionadas a Brumadinho, principalmente pela provisão adicional de US$ 1,7 bilhão relacionada à descaracterização de barragens a montante;


° menor resultado de participações (US$ 1,1 bilhão) pela provisão adicional relacionada a Fundação Renova.



Já na comparação anual, o maior lucro líquido da Vale se deu “principalmente devido ao maior Ebitda ajustado pro-forma e sólidos resultados financeiros”.

O EBITDA ajustado das operações continuadas totalizou R$ 168,1 bilhões em 2021, 82,2% acima de 2020, devido a maiores preços realizados de minerais ferrosos e cobre.

Prejudicou os resultados da Vale no 4T21 o preço médio do minério de ferro de referência com teor de 62% Fe, que foi de US$ 109,6 no período de outubro a dezembro de 2021, ante US$ 133,7 registrado um ano antes e US$ 162,9 no 3T21.

A receita líquida de vendas totalizou US$ 13,1 bilhões no 4T21. Na comparação anual (4T20), houve queda de 10,5%, mas na trimestral (3T21) a alta foi de 18,7%.

No acumulado de 2021, a receita de vendas da Vale chegou a US$ 54,5 bilhões, uma soma 38% maior do que a observada em 2020, quando foi de US$ 39,5 bilhões.

A receita com finos de minério de ferro da Vale somou US$ 8,8 bilhões entre os meses de outubro e dezembro de 2021, queda de 18% em relação ao 4T20 e alta de 3,3% na comparação com o 3T21. No acumulado de 2021, as vendas somaram R$ 38,7 bilhões, alta de 41,8% comparado a 2020.


“A receita líquida de finos de minério de ferro cresceu US$ 287 milhões no trimestre, devido ao volume de vendas 22,6% maior, parcialmente compensado por preços realizados 15,7% menores”, diz o balanço da Vale. Além disso, a mineradora informa que o volume de vendas de minério de ferro atingiu recorde para um quarto trimestre, crescendo 15,2 Mt na comparação trimestral, como resultado das vendas de estoques em trânsito do 3T21.


Produção

A produção de finos de minério de ferro da Vale totalizou 315,6 Mt em 2021, dentro

do guidance anual, e 5,1% acima de 2020, principalmente devido a retomada de Serra

Leste ao fim de 2020, aumento da produção de produtos de alta sílica em Brucutu e

Fábrica, melhor desempenho do complexo Itabira e maiores compras de terceiros.


Vale encerrou o ano com cerca de 340 Mt de capacidade de produção de minério de

ferro, contra 322 Mt em 2020, e espera atingir 370 Mt de capacidade até o final de

2022.


Perspectivas para 2022

A mineradora também possui perspectivas positivas para o minério de ferro, dada a recuperação da economia global impulsionada pelo progresso da vacinação e pelos impactos menos prejudiciais das variantes da Covid.


“Acreditamos que a produção mundial de aço crescerá ligeiramente em 2022, à medida que a economia global for fortalecida pela redução dos gargalos nas cadeias de abastecimento, pela permanência da demanda reprimida nos últimos anos e pelo aumento da confiança dos negócios e dos consumidores”, dizem.


Apesar disso, o aumento da inflação e a desaceleração na China são fatores que podem contrabalançar e aumentar o risco para a dinâmica de recuperação, segundo a empresa.


Em nota, o presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo, ressaltou os avanços na recuperação da capacidade produtiva, impactada pelos desastres.


“Estamos também recuperando nossa capacidade de produção em minério de ferro e metais básicos, estabelecendo as fundações para criar e distribuir valor de forma consistente”, disse o executivo no relatório.


Após os grandes desastres em Brumadinho e Mariana, a empresa foi levada a suspender as operações em diversas minas em Minas Gerais e vem trabalhando para elevar a segurança de suas estruturas e retomar aos poucos sua capacidade produtiva.



Fonte: www.revistamineracao.com.br

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