EXPOSIBRAM 2026 foi sucesso e fez jus ao que era esperado do evento: com debates sobre futuro da mineração e geopolítica, além é claro de muita evolução em relação a novos equipamentos
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Evento reuniu mais de 750 expositores e coloca minerais críticos, competitividade do Brasil, investimentos e inovação no centro das discussões

A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) terminou nesta quinta-feira (27), em Belo Horizonte, reunindo representantes de empresas, governos, universidades e instituições ligadas à mineração que discutiram os principais desafios e oportunidades do setor. O evento foi realizado no Expominas, e foi à sua maior edição, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Entre os assuntos que dominaram os debates estiveram a disputa internacional por minerais críticos e estratégicos, as mudanças no mercado de commodities, os investimentos em infraestrutura e a necessidade de ampliar o processamento mineral no Brasil. Também foi discutido como o país pode aumentar sua participação nas cadeias globais de valor e transformar seu potencial geológico em maior geração de riqueza.
Cobre, lítio, terras raras, níquel e grafite estão entre os minerais que ganharam importância nas agendas econômica e geopolítica de grandes potências. Esses recursos são considerados fundamentais para a transição energética, a eletrificação, o desenvolvimento de novas tecnologias e a segurança das cadeias globais de suprimentos.
Brasil busca ampliar participação nas cadeias globais
A geopolítica da mineração esteve entre os temas centrais já na abertura do Congresso Brasileiro de Mineração. Especialistas, representantes do setor produtivo e autoridades discutiram as transformações no mercado internacional e os impactos para países produtores e consumidores.
Nesse cenário, um dos desafios para o Brasil é deixar de concentrar sua atuação na extração e avançar no processamento dos recursos minerais dentro do próprio país.
A agregação de valor à produção nacional é apontada como uma oportunidade para ampliar a competitividade brasileira e fortalecer a posição do país no mercado internacional.
Também esteve em discussão as perspectivas para commodities como minério de ferro, cobre e ouro, além de corredores logísticos e investimentos em infraestrutura. A programação incluiu ainda temas relacionados ao Plano Nacional de Mineração 2050, inovação, sustentabilidade, licenciamento ambiental, mudanças climáticas, rastreabilidade e governança.
Maior edição da história
Além da programação técnica, a feira de negócios da Exposibram 2026 cresceu em relação à edição de 2024. A área destinada aos expositores passou de 15 mil para mais de 17 mil metros quadrados, enquanto o número de estandes aumentou de 600 para mais de 750.
A edição deste ano também marcou os 50 anos do IBRAM e, de acordo com o instituto, foi a maior já realizada. Durante os quatro dias, investidores, empresários, pesquisadores, autoridades, profissionais e representantes da cadeia mineral estiveram em contato com tecnologias, equipamentos, produtos e soluções voltadas à mineração.
A programação incluia ainda iniciativas de educação e negócios. O Mineramundo, espaço dedicado à aproximação do público com a mineração, que contabilizou mais de 12 mil crianças inscritas. Nas Rodadas de Negócios, mais de 300 fornecedores estão cadastrados para reuniões com aproximadamente 15 mineradoras.
O evento também teve o espaço Mina de Som e Sabores, que combinou gastronomia, música e relacionamento empresarial inspirado na cultura e na hospitalidade mineiras.
Para o diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário, essa edição foi histórica, capaz de reunir conhecimento, tecnologia, investimentos e oportunidades de negócios para fortalecer o desenvolvimento responsável da mineração.
Fonte: Revista Mieração & sustentabilidade

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