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Chineses querem investir em mineração brasileira, afirma CEO da Ore Mineral

há 12 horas
2 min de leitura

João Gustavo de Morais afirma que há diálogos avançados com investidores chineses interessados em ativos de terras raras no Brasil



A Ore Minerals está em negociações avançadas com investidores estrangeiros, incluindo chineses, interessados em aportar capital e fornecer tecnologia para operações de mineração de terras raras no Brasil. A afirmação é de João Gustavo de Morais, que concedeu entrevista ao programa Mapa da Mina, da CNN Brasil Money.


Segundo Morais, a empresa já possui acordos de NDA assinados com alguns players e fundos de investimento chineses. "Os chineses estão muito interessados no país", afirmou.


"Estamos conversando com investidores, temos acordos assinados já com alguns players e alguns fundos de investimentos lá, muito interessados em fazer investimentos no Brasil."


Brasil como protagonista nos minerais críticos

Morais destacou que a Ore Minerals foi convidada pelo Ministério de Minas e Energia, em parceria com a Apex Brasil, para participar pela segunda vez consecutiva de um evento em Pequim, na China.


A empresa foi selecionada como uma das mineradoras mais promissoras do país. Para ele, o Brasil está se consolidando como um protagonista global no setor de minerais críticos. "O Brasil está se posicionando como um player principal no mundo de minerais críticos", declarou.

O executivo também fez uma comparação entre os ativos brasileiros e os chineses. Segundo ele, a mina de Rio Negro, operada pela Ore Minerals, é três vezes maior do que a mina de Zundong, na China, considerada a maior mina de terras raras do mundo.

"O interesse, a disposição, o entusiasmo é muito grande da parte dos chineses", ressaltou.


Tecnologia e questão ambiental

Outro ponto abordado na entrevista foi o desafio ambiental envolvido na separação de óxidos de terras raras. Morais defendeu uma visão otimista sobre o tema, argumentando que a globalização permite ao Brasil se beneficiar de tecnologias já desenvolvidas por parceiros comerciais em outros países.


"A gente não precisa inventar roda, a gente pode copiar o que funciona em outros países", disse.

Ele acrescentou que os diálogos com players internacionais incluem a disposição desses parceiros de fornecer tanto tecnologia quanto financiamento para viabilizar todo o processo produtivo no Brasil, desde a pesquisa e sondagens até o beneficiamento e a industrialização.



Fonte: Cnn Brasil

 
 
 

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