Chineses querem investir em mineração brasileira, afirma CEO da Ore Mineral
João Gustavo de Morais afirma que há diálogos avançados com investidores chineses interessados em ativos de terras raras no Brasil

A Ore Minerals está em negociações avançadas com investidores estrangeiros, incluindo chineses, interessados em aportar capital e fornecer tecnologia para operações de mineração de terras raras no Brasil. A afirmação é de João Gustavo de Morais, que concedeu entrevista ao programa Mapa da Mina, da CNN Brasil Money.
Segundo Morais, a empresa já possui acordos de NDA assinados com alguns players e fundos de investimento chineses. "Os chineses estão muito interessados no país", afirmou.
"Estamos conversando com investidores, temos acordos assinados já com alguns players e alguns fundos de investimentos lá, muito interessados em fazer investimentos no Brasil."
Brasil como protagonista nos minerais críticos
Morais destacou que a Ore Minerals foi convidada pelo Ministério de Minas e Energia, em parceria com a Apex Brasil, para participar pela segunda vez consecutiva de um evento em Pequim, na China.
A empresa foi selecionada como uma das mineradoras mais promissoras do país. Para ele, o Brasil está se consolidando como um protagonista global no setor de minerais críticos. "O Brasil está se posicionando como um player principal no mundo de minerais críticos", declarou.
O executivo também fez uma comparação entre os ativos brasileiros e os chineses. Segundo ele, a mina de Rio Negro, operada pela Ore Minerals, é três vezes maior do que a mina de Zundong, na China, considerada a maior mina de terras raras do mundo.
"O interesse, a disposição, o entusiasmo é muito grande da parte dos chineses", ressaltou.
Tecnologia e questão ambiental
Outro ponto abordado na entrevista foi o desafio ambiental envolvido na separação de óxidos de terras raras. Morais defendeu uma visão otimista sobre o tema, argumentando que a globalização permite ao Brasil se beneficiar de tecnologias já desenvolvidas por parceiros comerciais em outros países.
"A gente não precisa inventar roda, a gente pode copiar o que funciona em outros países", disse.
Ele acrescentou que os diálogos com players internacionais incluem a disposição desses parceiros de fornecer tanto tecnologia quanto financiamento para viabilizar todo o processo produtivo no Brasil, desde a pesquisa e sondagens até o beneficiamento e a industrialização.
Fonte: Cnn Brasil

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