top of page

Brasil e Índia buscam acordo sobre terras raras para reduzir dependência da China

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Entendimento deve ser firmado durante visita de Lula a Nova Déli; Países detêm grandes reservas de minerais estratégicos, mas enfrentam limitações na capacidade de processamento



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, devem avançar nesta semana em um acordo de cooperação voltado à mineração e ao processamento de terras raras, em uma tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência global da China no acesso a minerais estratégicos. Os líderes se encontram a partir desta quarta-feira (18) em Nova Déli, capital do país asiático. Informações segundo a Folha de S. Paulo.


A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro de ampliar parcerias econômicas e tecnológicas com o país asiático, incluindo a abertura de novos mercados, discussões sobre regulamentação da inteligência artificial e a assinatura de memorandos de entendimento em áreas como minerais críticos e transição energética.


Brasil e Índia figuram entre os países com as maiores reservas mundiais de terras raras, minerais essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como baterias, veículos elétricos e equipamentos eletrônicos. Apesar disso, ambos possuem capacidade limitada de mineração e processamento, sendo a estrutura brasileira ainda menos desenvolvida que a indiana.


O acordo bilateral deve ser firmado após a empresa indiana Altmin anunciar investimento de cerca de R$ 220 milhões na Companhia Brasileira de Lítio para exploração de lítio, outro recurso considerado estratégico para a transição energética.


Cooperação estratégica para minerais críticos


Atualmente, a China mantém posição dominante no setor, com cerca de 70% das reservas globais e aproximadamente 90% da capacidade de processamento desses minerais, atividade que envolve etapas tecnológicas de elevada complexidade.


O tema também deve integrar a agenda diplomática brasileira na Coreia do Sul, próximo destino da viagem presidencial, onde Lula se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.


A busca por novas cadeias de fornecimento de minerais críticos ganhou centralidade nas disputas geopolíticas após a China ampliar, em outubro do ano passado, o controle sobre a exportação de produtos que contenham terras raras. A medida exigia autorização do governo chinês para exportação desses itens, independentemente do local de fabricação do produto final.


A decisão, interpretada como resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, permaneceu em vigor por cerca de um mês e impactou setores industriais globais, incluindo as indústrias automotiva, de semicondutores, de aviação e militar.


Desde então, líderes internacionais, entre eles o presidente norte-americano Donald Trump, têm buscado acordos de cooperação para diversificar fornecedores e reduzir a dependência do país asiático.


Brasil como potencial protagonista


Segundo o geólogo Maurício Carvalho, vice-presidente da Associação Brasileira de Minerais Críticos e diretor executivo da Meteoric, o interesse na diversificação da cadeia produtiva é global e pode abrir espaço para maior protagonismo brasileiro.


“O Brasil já tem um acordo muito avançado com a União Europeia em acordos bilaterais e multilaterais para minerais críticos, especificamente terras raras. Está avançando bastante com os Estados Unidos”, afirma. “O entendimento entre Lula e Modi deve focar no processamento de minerais brasileiros.”


A Índia, por sua vez, mantém há anos acordos de cooperação com ao menos oito países ricos em recursos minerais, com foco em transferência de tecnologia e fortalecimento de sua indústria nacional.


Em janeiro, o governo indiano divulgou sua estratégia para o desenvolvimento do setor, que prevê a criação de um corredor industrial dedicado à mineração, processamento, pesquisa e manufatura em cidades com reservas minerais. Para viabilizar o plano, foi aprovado orçamento inicial de cerca de US$ 870 milhões.


A expectativa do país é que a demanda por terras raras em sua indústria dobre até 2030, consolidando o investimento como etapa inicial de expansão do mercado doméstico e de fortalecimento da autonomia produtiva.


Fonte; Minera Brasil

 
 
 

Comentários


SINDIMINA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Pesquisa e Benefício de Ferro, Metais Básicos e Preciosos de Serrinha e Região

Rua Macário Ferreira, nº 522 - Centro - Serrinha-BA     / Telefone: 75 3261 2415 /  sindimina@gmail.com

Funcionamento :  segunda a sexta-feira, das  8h às 18h.

bottom of page