Bom como ouro


Como previsto em fevereiro deste ano, quando o ouro estava cotado a US$ 1.583 a onça, o metal amarelo continua batendo recordes em valor absoluto e ultrapassou a marca de US$ 1.900. Contudo, ainda não superou o recorde histórico estabelecido em agosto de 2011, quando chegou a US$ 1.787,50. Enquanto isso, bilionários ficam ainda mais ricos e fusões & aquisições se multiplicam no setor dourado.

Ei! Mas, na sexta-feira (31), o ouro estava a US$ 1.974, como assim não é o maior valor histórico? Inflação, meu caro Watson. Ela existe em dólar também e acumulou uma taxa de 15% nos últimos nove anos, o que corrige o valor do ouro em agosto de 2011 para algo perto de US$ 2.035. Sendo assim, o preço da onça tem que subir mais uns 3% para bater o recorde registrado há quase nove anos.

O que bate recordes mesmo é o otimismo: se fala agora em ouro a US$ 2.500 a onça.

No momento, ser "urso" ou ter previsões baixistas está difícil. O diretor-executivo da Agnico Eagle Mines, oitava maior produtora de ouro do mundo, disse na semana passada que o preço do vil metal caminha em direção ao patamar de US$ 2.500 dentro de dois anos. Segundo Sean Boyd, o caminho já estava pavimentado antes da pandemia, que interrompeu a produção em várias minas.

ETFs, sigla para Exchange Traded Funds e significa fundos negociados em bolsa. Esses instrumentos financeiros seguem a variação de um índice de referência, como o Ibovespa. Ao investir em ETFs, você adquire cotas de um fundo que replica o comportamento de um índice de ações ou de renda fixa. Mais o fato é que ETFs lastreadas em ouro, instrumentos financeiros que podem ser usados como hedge, estão no topo da lista de compras dos investidores que buscam proteção contra oscilações de preços nos mercados cambiais e de commodities.

Boyd não está só. Tawhid Abdullah, presidente do conselho do Dubai Gold and Jewellery Group (DGJG) disse algo parecido e acrescentou que podemos ver em breve um recuo para os US$ 1.700, e depois um retorno para o patamar de US$ 2.000 e, em seguida, pode ir para US$ 2.500 nos "próximos anos".


Os investidores que acreditaram no metallum pretiosum levaram seu preço a se aproximar da marca de US$ 2.000 na semana passada. O grupo Goldman Sachs, o Citigroup e o Bank of America, entre outros, dizem que o rali pode ir mais longe, à medida que as taxas de juros caem com o dólar americano.

O fato é que pouca gente se lixa para recordes, uma vez que, no caminho, alguns ricos ficam cada vez mais podres. Esse é o caso de Mohammed Al Amoudi, da Arábia Saudita, e Alexander Nesis e a família de Suleiman Kerimov, da Rússia.

Essas três famílias têm a maior exposição ao ouro entre as pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking de bilionários Bloomberg. Como resultado, elas se tornaram US$ 2,8 bilhões mais ricas este ano.

Com economias devastadas pela pandemia de coronavírus e os bancos centrais e governos aumentando as medidas de estímulo, o ouro é de novo a bola da vez.

Kerimov, cuja família controla cerca de 77% da Polyus Gold, a quarta maior mineradora de ouro do mundo, agora vale US$ 30,7 bilhões, segundo dados do Financial Times. A Polyus tem como diretor-executivo o filho de Suleiman Kerimov, Said.

A fortuna de Nesis, cujo ICT Group possui uma participação de 27% na Polymetal International, aumentou para US$ 3,7 bilhões, enquanto a de Amoudi, controlador da Midroc Gold Mine, subiu para US$ 9,2 bilhões.

Mas, em tempos de Covid-19, quem está rachando de ganhar dinheiro é Jeff Bezos, dono da Amazon; a Tencent Holdings, de Pony Ma; e Jiang Rensheng, presidente do conselho da fabricante de vacinas Chongqing Zhifei Biological Products. Junto, acrescentaram mais de US$ 14 bilhões às respectivas fortunas segundo o Bloomberg Billionaires.

Para quem não sabe, a Tencent se tornou no mês passado a maior companhia aberta da China, em valor de mercado, coisa de US$ 650 bilhões. No Brasil, terra do Whatsapp, se conhece pouco o WeChat, um dos principais produtos da Tencent. Porém, essa empresa é dona de pedaços de muitas coisas que ouvimos falar como Tesla, Fortnite (Epic Games) e Clash of Clans (Supercell).

Fonte: Notícias de Mineração do Brasil



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