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BHP e Microsoft usam IA para otimizar a extração de cobre

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Parceria utiliza computação avançada e inteligência artificial para otimizar processos de lixiviação de cobre


A BHP, maior produtora de cobre do mundo, anunciou uma colaboração com a Microsoft e a Prescience Insilico para acelerar a descoberta de soluções avançadas de lixiviação de cobre. Este processo, na mineração, consiste em fazer passar soluções químicas (ácidos ou cianeto) sobre rochas e minérios triturados para dissolver e extrair metais valiosos, como o cobre. A iniciativa visa aprimorar métodos de extração do minério, impulsionada pela crescente demanda de cobre para a transição energética, digitalização e avanços em inteligência artificial.


Tradicionalmente, a lixiviação de cobre é um processo complexo e demorado, que depende de testes manuais. Para mudar essa realidade, a BHP explorou uma nova abordagem utilizando o Microsoft Discovery - plataforma, construída sobre a infraestrutura de IA do Azure, que integra computação de alto desempenho e agentes de inteligência artificial. Ela otimiza a pesquisa científica, imitando o método científico para acelerar funções de Pesquisa e Desenvolvimento, como revisões, hipóteses e simulações experimentais, além de conectar diversas fontes de dados e laboratórios físicos. Os modelos desenvolvidos são baseados nas condições reais do minério nas operações da BHP, garantindo a aplicabilidade e escalabilidade dos resultados.


Aseem Datar, vice-presidente corporativo de Inovação de Produtos do Microsoft Discovery, destacou o papel da mineradora no processo: “Como a primeira parceira de mineração no Microsoft Discovery, a BHP está na vanguarda da exploração de como a computação avançada e os recursos científicos podem ajudar a enfrentar desafios complexos do setor.”


A equipe da BHP, em colaboração com a Microsoft, analisou mais de meio milhão de moléculas e realizou dezenas de milhares de cálculos e simulações de química quântica. Este trabalho resultou na identificação de um número restrito de moléculas para testes laboratoriais na Austrália.


Segundo Jessica Farrell, vice-presidente de Inovação da BHP, “essa parceria forneceu aos nossos especialistas técnicos as ferramentas necessárias para reduzir um campo quase infinito de possibilidades a um pequeno número de opções que poderão um dia ser implementadas em nossas operações globais de cobre”.


Além da velocidade e eficiência, o projeto busca benefícios de sustentabilidade, como a redução da toxicidade, menor impacto ambiental, e aprimoramento das taxas de recuperação com custos mais baixos.


Fonte: Conexão Mineral

 
 
 

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