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Bamin acumula prejuízo bilionário e enfrenta incertezas sobre continuidade operacional

  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Empresa responsável pelo projeto Pedra de Ferro, pela Fiol e pelo Porto Sul encerrou 2024 com resultado negativo de R$ 3,8 bilhões e depende da entrada de investidores estratégicos para retomar os investimentos



A Bamin Mineração, responsável pelo projeto de mineração Pedra de Ferro e detentora da concessão para a conclusão do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, encerrou o exercício de 2024 com prejuízo acumulado de R$ 3,8 bilhões, segundo balanço patrimonial consultado pelo veículo Bahia Econômica.

Os números evidenciam uma deterioração acelerada da situação financeira da companhia e reforçam o alerta sobre sua capacidade de continuidade operacional, conforme apontado pelos auditores independentes.

Os dados contábeis mostram um salto expressivo no resultado negativo da empresa. Em 2023, o prejuízo registrado foi de R$ 30,8 milhões. Em 2024, esse valor avançou para R$ 2,2 bilhões, contribuindo para o prejuízo acumulado bilionário reportado no balanço mais recente.


Risco à continuidade operacional

Ainda não há informações financeiras consolidadas referentes a 2025. No entanto, como o cenário operacional da companhia não sofreu alterações estruturais relevantes, a expectativa é de que os prejuízos acumulados tenham continuado a crescer.

O balanço aponta explicitamente uma “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional” da Bamin. De acordo com o documento, o passivo circulante da empresa supera o total de seus ativos em R$ 38,9 milhões, configurando um desequilíbrio patrimonial significativo.

Segundo os auditores, a empresa encontra-se atualmente em um período de conservação e manutenção de seus ativos. O relatório destaca que os investimentos necessários para a conclusão do projeto Pedra de Ferro, da Fiol e do Porto Sul somente deverão ser retomados com a entrada de investidores estratégicos.

“O futuro da companhia está condicionado à concretização de uma transação que viabilize a entrada de novos investidores”, afirma o balanço patrimonial.

Nesse contexto, surgiram recentemente informações de mercado indicando que a construtora portuguesa Mota-Engil, que neste ano adquiriu a Communications Construction Company (CCCC), integrante do consórcio responsável pela construção da ponte Salvador–Itaparica — estaria negociando a compra da Bamin. A mineradora Vale, por sua vez, já manifestou oficialmente desinteresse pelo projeto.


Fonte: Minera Brasil

 
 
 

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