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Ações da Sigma Lithium dispararam e dobraram de valor

  • jurimarcosta
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Análise da Nasdaq aponta recuperação dos preços do lítio e redução da dívida impulsionam a disparada dos papéis da mineradora brasileira em Nova York.



Por Warley Pereira


As ações da Sigma Lithium (NASDAQ: SGML) tiveram um novo salto expressivo nesta terça-feira (9), avançando 15% no pregão em Nova York. O movimento consolida uma arrancada impressionante: os papéis da companhia já acumulam mais de 120% de valorização em apenas um mês, acompanhando a forte recuperação dos preços do lítio no mercado internacional.


O gatilho da disparada veio do mercado de commodities. O contrato futuro do carbonato de lítio ultrapassou 95 mil yuans por tonelada (cerca de US$ 13,4 mil), maior patamar em um ano e meio.


O apetite dos investidores aumentou depois que o presidente da Ganfeng Lithium, um dos maiores produtores globais, projetar que a demanda por lítio para baterias deve crescer 30% a 40% já em 2026 — ritmo capaz de empurrar os preços do carbonato acima de 150 mil yuans.


Em um mercado marcado pela queda acentuada ao longo de 2024 e parte de 2025, a nova onda de alta reacende a expectativa de reequilíbrio entre oferta e demanda no setor de baterias, impulsionado pela indústria de veículos elétricos.


No centro das atenções do mercado global

Operando no Vale do Jequitinhonha (MG), a Sigma produz atualmente cerca de 270 mil toneladas anuais de concentrado de lítio. A empresa está construindo uma segunda planta, o que deve praticamente dobrar sua capacidade instalada em 2026.


A sensibilidade da companhia ao preço é alta — e os números mostram isso. No terceiro trimestre:


  • A produção caiu 27%

  • As vendas recuaram 15%

  • Mesmo assim, a receita cresceu 36%, impulsionada por um salto de quase 60% no preço médio de venda.


Ou seja: mesmo com menos volume, o preço mais alto compensou e sustentou a geração de caixa.


Dívida em queda ajuda o humor do mercado


Além do movimento das commodities, analistas também observaram a melhora do balanço da empresa. A Sigma reduziu seu prejuízo líquido para US$ 11,6 milhões no terceiro trimestre — mais da metade do registrado no ano anterior.


Um fator decisivo: a empresa tem promovido uma redução agressiva da dívida de curto prazo, cortando 48% desse passivo em apenas um ano. Isso diminui o custo financeiro e abre espaço para a empresa atingir o breakeven mais rapidamente caso o preço do lítio continue avançando.


O que explica a euforia


A soma de três elementos cria a tempestade perfeita para a valorização das ações:


  1. Preço do lítio em forte alta, com perspectiva de continuidade

  2. Capacidade produtiva crescente, com a segunda planta em implementação

  3. Estrutura financeira mais saudável, reduzindo o ritmo de queima de caixa


Investidores especulam que, com preços mais altos, a Sigma pode enfim entrar no território de lucro, o que mudaria substancialmente sua perspectiva no mercado global de lítio.


Apesar do ânimo, especialistas alertam: o mercado de lítio é extremamente volátil e sensível a ajustes de oferta — principalmente vindos da China. Uma correção brusca nos preços pode reverter parte do rally recente.


Ainda assim, a arrancada das ações da Sigma Lithium consolida o clima de otimismo no segmento e coloca novamente a operação brasileira sob os holofotes globais.




Fonte: Minera Brasil


 
 
 

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