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Atlantic Nickel inicia projeto de mina subterrânea com investimentos de R$ 3,3 bilhões

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura


A Atlantic Nickel, mineradora controlada pela Appian Capital, deu início, nesta sexta-feira (27), às obras preliminares para a implantação da mineração subterrânea na Mina Santa Rita, localizada em Itagibá, no sul da Bahia. O marco foi simbolizado pelo desmonte inaugural de rochas que viabiliza a abertura do Portal Sul, primeiro acesso ao novo sistema operacional.


O avanço representa o começo oficial do chamado Projeto Underground, que prevê a exploração de uma jazida subterrânea com teor de minério mais elevado. A iniciativa deve ampliar significativamente a vida útil da mina, atualmente estimada em oito anos, para mais de três décadas. O projeto prevê investimentos de R$ 3,3 bilhões até 2030.


Segundo Milson Mundim, country manager da Appian no Brasil, a transição para o modelo subterrâneo reforça a estratégia de longo prazo da companhia. “A abertura do Portal Sul representa um passo relevante para a Atlantic Nickel e confirma nossa confiança no potencial do ativo. A nova fase permitirá maior eficiência na recuperação de recursos, além de reduzir a pegada ambiental na superfície”, afirma.


O projeto adotará o método de lavra subterrânea conhecido como sublevel caving, já aplicado em operações de grande porte em países como Suécia, África do Sul e Austrália. A técnica foi escolhida por permitir maior recuperação mineral, mantendo níveis elevados de produção com menor impacto ambiental.


Esse modelo utiliza um sistema controlado de fragmentação e movimentação de rochas, possibilitando a exploração em maiores profundidades com ganhos em segurança e produtividade. Além disso, a abordagem tende a reduzir efeitos como emissão de poeira, ruído e interferências na superfície, comuns na mineração a céu aberto.


Desde a retomada das operações, em 2019, a Atlantic Nickel opera a Mina Santa Rita no modelo a céu aberto, com capacidade de processamento de cerca de 6,6 milhões de toneladas de minério por ano. A partir de 2020, a empresa já exportou mais de 632 mil toneladas de concentrado de níquel para mercados como Canadá, China e Finlândia, em mais de 50 embarques.


Em 2024, a companhia concluiu o Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) da expansão subterrânea, que confirmou o potencial do projeto. O levantamento indica uma produção anual estimada de 30 mil toneladas de níquel equivalente (NiEq), com baixa necessidade de investimento e custos operacionais competitivos.


Atualmente, o projeto avança para a fase de Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS), enquanto as atividades inicais de desenvolvimento subterrâneo seguem em andamento.


Fonte: Revista Mineração

 
 
 

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