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A Mineração como motor de desenvolvimento municipal no Brasil

  • há 10 horas
  • 4 min de leitura

Edição Especial da Conexão Mineral: Mineração e Comunidades: como estabelecer um relacionamento sustentável a longo prazo


O setor mineral consolida-se, cada vez mais, como um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e social nos municípios brasileiros. Os dados de 2025 revelam um setor dinâmico, presente em metade do território nacional e responsável por empregos, renda e receitas públicas que impactam diretamente a qualidade de vida das populações locais.

Os números são inequívocos: a atividade mineral está presente em metade dos municípios brasileiros, emprega mais de 229 mil trabalhadores diretos, gera R$ 7,9 bilhões em royalties que financiam diretamente prefeituras e estados, e movimenta uma cadeia econômica que sustenta comunidades inteiras — muitas delas em regiões onde a mineração representa a principal atividade econômica de escala relevante.


Esta edição especial da Conexão Mineral, intitulada "Mineração e Comunidades: como estabelecer um relacionamento sustentável a longo prazo", apresenta um panorama das transformações no setor mineral brasileiro. As fontes revelam que a sustentabilidade e o diálogo direto tornaram-se pilares estratégicos para as companhias, que buscam deixar um legado positivo além da atividade produtiva.


Presença capilar no território nacional

Em 2025, 2.760 municípios realizaram o recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), o que representa 50% de todos os municípios brasileiros. Trata-se de uma atividade profundamente enraizada no território nacional, distribuída por todas as regiões do país.

Minas Gerais lidera com folga o número de municípios com atividade mineradora: são 528 cidades, equivalentes a 62% de todos os municípios do estado. Na sequência aparecem São Paulo, com 363 municípios (56% do total estadual), e Rio Grande do Sul, com 257 (52%). Santa Catarina se destaca pela alta concentração relativa, com 66% dos seus municípios envolvidos na atividade, seguida por Goiás (64%), Mato Grosso (70%), Rio de Janeiro (75%) e Espírito Santo, que apresenta a maior densidade relativa do país, com 85% de seus municípios com mineração ativa.

No Norte do país, o Pará registra 73 municípios mineradores, representando 51% do estado, enquanto o Ceará conta com 100 municípios (54%). A Bahia soma 210 municípios com atividade mineral, correspondendo a 50% do total estadual, e o Paraná aparece com 195 municípios (49%).


Geração de empregos diretos

A atividade mineral é responsável pela geração de centenas de milhares de empregos formais. Em novembro de 2025, a indústria extrativa mineral — excluindo petróleo e gás — alcançou o patamar de 229.312 empregos diretos, segundo dados do Novo CAGED. Ao longo do ano, de janeiro a novembro de 2025, foram criadas 8.330 novas vagas, evidenciando a contínua expansão da capacidade empregadora do setor.




Esse crescimento do emprego formal ocorre em regiões que frequentemente dispõem de poucas alternativas econômicas de grande porte, tornando a mineração um vetor crucial de inclusão produtiva e geração de renda nos municípios onde se instala.


CFEM: royalties minerais que financiam os municípios

Um dos mecanismos mais diretos pelos quais a mineração contribui para o desenvolvimento local é a CFEM — os royalties pagos pelas empresas mineradoras pela extração de recursos naturais. Em 2025, a arrecadação total de CFEM atingiu R$ 7,9 bilhões, registrando crescimento de 6,2% em relação a 2024.

Geograficamente, a distribuição da CFEM reflete os grandes polos mineradores do país. Minas Gerais respondeu por 45% do total arrecadado e o Pará por 39%, os dois estados juntos concentrando 84% da receita nacional de CFEM. Bahia, Goiás e Mato Grosso também figuram entre os estados com crescimentos expressivos na arrecadação, de 42,7%, 26,6% e 27,8%, respectivamente, em relação a 2024.



Os municípios que mais se beneficiam

Entre os 15 maiores arrecadadores municipais de CFEM do país, destacam-se cidades do Pará e de Minas Gerais. O ranking em 2025 é liderado por Canaã dos Carajás (PA), com R$ 1.248,2 milhões arrecadados, seguida por Parauapebas (PA), com R$ 1.102,9 milhões, e Conceição do Mato Dentro (MG), com R$ 424,9 milhões. Na quarta posição aparece Marabá (PA), com R$ 358,1 milhões, seguida por Congonhas (MG) com R$ 344,6 milhões. Completam o top 15 os municípios mineiros de Nova Lima (R$ 302,4 mi), Mariana (R$ 292,1 mi), Itabira (R$ 284,4 mi), Itabirito (R$ 265,4 mi), Ouro Preto (R$ 245,6 mi), Paracatu (R$ 174,0 mi), Barão de Cocais (R$ 164,5 mi), Brumadinho (R$ 127,8 mi), Itatiaíuçu (R$ 108,2 mi) e São Gonçalo do Rio Abaixo (R$ 112,6 mi).

Um dado socialmente relevante: a maioria desses municípios apresenta IDH superior à média do seu respectivo estado, sugerindo uma correlação positiva entre a atividade mineral e o desenvolvimento humano local.


Um setor que financia o Brasil — de dentro para fora

Além da CFEM, o setor mineral contribuiu em 2025 com uma arrecadação total de impostos e tributos de R$ 103,1 bilhões, alta de 10,3% sobre o ano anterior. Parte expressiva desse montante retorna aos estados e municípios por meio de transferências constitucionais, ampliando ainda mais o impacto fiscal positivo da mineração nas finanças locais.

Perspectivas de expansão

O futuro aponta para ainda maior relevância municipal da mineração. A previsão de investimentos no setor para o período 2026–2030 é de US$ 76,9 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao ciclo anterior. Minas Gerais liderará a atração desses investimentos, com 25,6% do total, seguida por Pará (19,1%) e Bahia (15,2%). Esses aportes deverão se traduzir em novos empregos, maior arrecadação de CFEM e fortalecimento das economias locais nos próximos anos.



Fonte: Conexão mineral

 
 
 

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