Yamana avança em expansão da mina Jacobina com queda de capex para US$ 20 mi

A Yamana Gold pretende expandir a produção da mina de ouro Jacobina para 8.500 toneladas diárias (tpd) e 230.000 onças anuais do metal amarelo. Segundo a empresa, melhorias operacionais e eliminação de gargalos vão permitir a melhoria da operação na Bahia com redução do investimento previsto originalmente para o projeto de expansão de fase dois.


No projeto original, a companhia previa capex de US$ 57 milhões para aumentar a produção de ouro em 31% até 2023, sendo US$ 35 milhões na planta de processamento, US$ 14 milhões na área da mina e US$ 8 milhões em infraestrutura.

"Espera-se que os custos de capital sejam significativamente menores do que o capital original estimado no estudo de pré-viabilidade da fase dois, um montante não superior de US$ 15 milhões a US$ 20 milhões", afirmou a mineradora.

Para alcançar a meta de 8.500 tpd, a empresa adotou uma "abordagem simplificada de eliminação de gargalos e melhorias operacionais incrementais" que vão permitir o aumento da produção sem necessidade de instalação de um moinho de bolas adicional. Além da redução do capex, a empresa prevê que essa abordagem "aumente a eficiência energética e reduza riscos do projeto".

"Testes bem-sucedidos conduzidos durante o segundo trimestre demonstram que a planta de processamento pode atingir de forma consistente e confiável um rendimento operacional diário acima de 8.000 tpd, significativamente maior do que a capacidade nominal e uma média mensal de, pelo menos, 7.500 tpd alcançada em maio", observou a Yamana.

Para isso, segundo a empresa, foi instalado um novo concentrador Falcon no primeiro trimestre e um concentrador Knelson adicional no segundo trimestre. Outras iniciativas incluem aumento no diâmetro do duto que alimenta a instalação de armazenamento de rejeitos de dez para 16 polegadas para aliviar pressões, aumentando assim os limites do projeto.


"Além disso, a equipe de processamento da Jacobina continuou a ajustar a operação da planta, otimizando a abertura dos trituradores e dimensionamento das peneiras para reduzir o tamanho do material de alimentação que entra nos moinhos de bolas, melhorando assim o desempenho de moagem", afirmou, acrescentando ainda que uma nova combinação de revestimentos de moinho e bolas de moagem também permitiu aumento no rendimento, mantendo o tamanho da moagem.

A mineradora relatou também que, em maio e junho, foram realizados testes em Jacobina relativos à capacidade da planta de processamento e avaliação da taxa de processamento ideal para "identificar gargalos para futuros aumentos de produção".

Conforme a empresa, "o teste de maio foi conduzido em seis dias consecutivos, durante os quais a planta de processamento excedeu 8.000 tpd, o que está significativamente acima da capacidade nominal, enquanto mantinha uma recuperação de ouro de mais de 96% e alcançava uma produção diária máxima de 8.176 toneladas".

Em junho, foi realizado teste de acompanhamento durante duas semanas, no qual a planta de processamento excedeu 8.000 tpd por dez dias, com média de 8.179 tpd, e alcançando um rendimento máximo diário de 8.609 tpd. Ao todo, o rendimento em Jacobina excedeu 8.000 tpd por 21 dias durante o segundo trimestre.

"Após a conclusão dos testes, a operação da planta está atualmente limitada a uma taxa de processamento média mensal máxima de 7.500 tpd, conforme definido pela licença operacional da empresa", disse a Yamana. A companhia espera começar o processamento a 8.500 tpd no segundo semestre de 2023, após alterações nas licenças da operação.

Para suportar a taxa de processamento mais alta, a produção da mina subterrânea, segundo a empresa, continua aumentando como resultado de melhorias nos circuitos de ventilação, adição de equipamentos de carregamento e transporte à frota da mina e otimização dos grupos de trabalho de projeção.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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