Vale planeja produção de 400 mi de toneladas de minério de ferro em 2022


Em teleconferência na quinta-feira (30) com analistas sobre o resultado do segundo trimestre, anunciado na véspera, Spinelli ressaltou que os impactos da Covid-19 sobre a produção de minério de ferro este ano deverão ficar em 10 milhões de toneladas.

Ele destacou, no entanto, que o primeiro impacto da doença nas operações da empresa, que foi o absenteísmo, hoje está em cerca de um terço do que foi no início da pandemia, e frisou que os trabalhos nas minas do Sudeste, hoje, são feitos sem maiores problemas.

Sobre o Sistema Norte, Spinelli disse que ontem a companhia bateu o recorde diário de produção de minério de ferro no empreendimento S11D, em Carajás (PA), com 370 mil toneladas em um dia. A Vale deve enviar uma proposta ao seu Conselho Administrativo para realizar uma expansão no complexo.

Também na teleconferência, o presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo, destacou que a Vale comprometeu US$ 6 bilhões com reparações e indenizações pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), sendo US$ 2,6 bilhões desembolsados e US$ 3,4 bilhões provisionados. Bartolomeu informou que a Vale pagou R$ 3,9 bilhões em indenizações até o momento.

Perspectiva para custos do minério


O diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, afirmou na teleconferência que o segundo semestre da companhia tem tudo para ser muito bom em termos de custos no minério de ferro. Siani ressaltou que os efeitos positivos do câmbio sobre os custos acabaram sendo ofuscados por outros fatores, que pressionaram algumas despesas.

O custo C1 de finos de minério de ferro - custo de produção do minério no porto, que inclui mina, planta, ferrovia e porto, excluindo royalties — subiu de US$ 16,2 por tonelada, nos três primeiros meses do ano, para US$ 17,1 por tonelada no segundo trimestre. As razões para isso seriam, principalmente, devido ao consumo de estoques com custo médio; aos maiores volumes e preços de compra de terceiros; ao impacto da Covid-19 em função de benefícios adicionais para funcionários e medidas de segurança operacional; e a efeitos não recorrentes como os custos de demurrage (custo do navio parado à espera do carregamento).

O diretor também destacou que a empresa espera pagar, em agosto, a linha de crédito rotativo tomada este ano para fazer frente aos efeitos da pandemia.

Questionado por analistas sobre a possibilidade de a companhia pagar dividendo extraordinário, Siani ressaltou que a decisão vai ser tomada em setembro, olhando para o fluxo de caixa. Ele acrescentou que em setembro a empresa vai ter uma visão de quanto deverá pagar de dividendo em março de 2021.

Ontem, a Vale divulgou que pagará juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 1,41 por ação em agosto e que retomará em setembro o pagamento de dividendos.

Fluxo de caixa acima de US$ 1 bi em julho

Siani afirmou que o fluxo de caixa da Vale em julho vai ser superior a US$ 1 bilhão. Esse valor seria maior que o registrado pela mineradora, em todo o primeiro semestre.

"As vendas aceleraram em junho e os recibos financeiros vieram em julho. Só em julho, o nosso fluxo de caixa vai ser acima de US$ 1 bilhão, o que é mais que em todo o primeiro semestre. Então, com a aceleração das vendas, o fluxo de caixa necessariamente vai ser muito superior no segundo semestre", disse.

No segundo trimestre, o fluxo de caixa livre das operações da Vale foi de US$ 277 milhões, uma queda de US$ 103 milhões abaixo do primeiro trimestre. Isso ocorreu devido, principalmente, à maior necessidade de capital de giro.


As informações são do Valor Econômico.

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