Vale obtém Licença de Instalação para retomar e ampliar Serra Leste, no Pará

A Vale obteve nesta sexta-feira (27) a Licença de Instalação para retomar as atividades e ampliar as operações de minério de ferro Serra Leste, em Curionópolis, no Pará. Com a expansão, a mineradora pretende expandir a atual capacidade de 6 milhões de toneladas anuais para 10 milhões de toneladas.



A LI foi concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) em cerimônia em Curionópolis com a presença do governador do Estado, Helder Barbalho, que participou também de visita às instalações da Vale em Parauapebas. A licença prévia para a ampliação havia sido concedida em junho.

Por meio de nota, a Vale informou que nas próximas semanas serão realizadas manutenções para a retomada "segura" das operações, prevista para ocorrer ainda em dezembro. De acordo com a Vale, a expectativa é de uma produção de 4 Mt a 5 Mt em 2021, até atingir a capacidade total da operação, de 6 Mt, em 2022, "seguindo o ramp-up programado das atividades de retomada".

"O projeto de expansão, que consiste na adaptação e repotencialização da usina existente, permitirá a ampliação da capacidade para 10 Mt por ano, com start-up previsto para o primeiro semestre de 2023", afirma a nota. A vida útil prevista para a operação é de 11 anos, com uma produção total de aproximadamente 107 Mt.

De acordo com o relatório apresentado pela empresa durante o licenciamento, estão previstas uma série de ampliações das estruturas existentes e a abertura de novas cavas para extração de minério, novas pilhas de disposição de estéril e nova usina de beneficiamento, bem como adequação e ampliação das estruturas de apoio existentes.

"O retorno de Serra Leste é mais um passo na estabilização da produção de minério de ferro e no caminho para o retorno da capacidade produtiva de 400 Mt por ano", acrescenta o documento.


A mina Serra Leste está paralisada desde janeiro de 2019, depois que atingiu o limite da área que era licenciada para extração de minério de ferro. A operação consiste na extração e beneficiamento de minério de ferro a umidade natural, reduzindo a necessidade de uso de água e a implantação de barragens. O escoamento da produção será realizado pela Estrada de Ferro Carajás (EFC).

De acordo com o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), a ampliação demandará a contratação de aproximadamente 1.363 trabalhadores, entre mão de obra própria (1.089 trabalhadores) e terceirizada (274 trabalhadores). Desta mão de obra, estima-se que 85% fará parte do quadro de operários da construção civil e da montagem eletromecânica.


Fonte : Noticias de Mineração do Brasil

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