VALE: Máscara+Renda mobiliza 1.900 costureiras


Lançado em 2020 pela Vale, o projeto Máscara + Renda mobilizou, até o momento, mais de 1.900 costureiras e artesãs em todas as regiões do país. O projeto é uma parceria entre a Fundação Vale e a Rede Asta e já gerou R$ 5 milhões em renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social.


As costureiras e artesãs produziram mais de dois milhões de máscaras em sete meses. O material produzido é doado para organizações sociais responsáveis por distribuir os itens de proteção em bairros periféricos, comunidades indígenas e quilombolas, favelas e regiões que mais necessitam em 245 cidades. Além de promover a inclusão produtiva de mulheres - que de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) são responsáveis pela renda de 45% dos lares no Brasil - a iniciativa contribui para a disseminação da cultura de prevenção à COVID-19.


Moradores de favelas e periferias do Rio de Janeiro receberam mais de 25 mil máscaras para se protegerem contra o coronavírus, das quais 24.010 foram doadas para a Central Única das Favelas (Cufa) e 1.126 máscaras para o Instituto Corrente do Bem. "Só temos a agradecer esta parceria por estar com a gente há tanto tempo, desde quando esse período complicado começou. É muito importante recebermos estes itens, que hoje são essenciais, e distribuirmos nas favelas, conscientizando seus moradores sobre a importância do uso", falou Preto Zezé, presidente nacional da Cufa. "No momento que estamos vivendo, usar máscara é um dever do cidadão, para que todos fiquem protegidos. Logo, é muito importante que o Máscara + Renda tenha tido a sensibilidade de olhar para a favela e doar dezenas de milhares de máscaras para a nossa instituição. Ficamos agradecidos", falou Welington Galdino, diretor da Cufa Rio.


"O Máscara + Renda gera remuneração para mulheres em situação de vulnerabilidade e ajuda na autoestima e no empoderamento dessas costureiras e artesãs, muitas delas responsáveis pela principal fonte de renda da família", avalia a diretora-executiva da Fundação Vale, Pâmella De-Cnop. "Não sabíamos que a pandemia duraria tanto tempo e hoje confirmamos que a iniciativa se mantém importante e que a rede de parceiros que se formou em torno dela foi fundamental, pois um projeto colaborativo alcança resultados mais potentes", completa. As máscaras também abastecem comunidades indígenas no Pará.

O programa pretende mobilizar cerca de duas mil costureiras e produzir três milhões de máscaras até março de 2021. Até o momento, das 1.923 costureiras selecionadas, 1.914 estão participando da produção dos itens de proteção. Ao todo, foram mais de R$ 5 milhões de renda gerada pela produção de 2,9 milhões de máscaras. Foram 2,3 milhões de máscaras doadas para mais de 800 instituições.


Com investimento inicial de R$ 5,5 milhões da Fundação Vale, a iniciativa foi ampliada com a adesão de novos parceiros e já conta com mais de R$ 11 milhões investidos. O projeto é uma realização da Fundação Vale e da Rede Asta, em parceria com a Wheaton Precious Metals e diversas empresas e instituições.

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