Vale e BHP definem indenizações às vítimas de Mariana (MG) no dia 15




A Vale e a BHP terão audiência com a comissão de vítimas de Mariana (MG), o Ministério Público de Minas Gerais, Fundação Renova e Samarco, no próximo dia 15 para tentar avançar nas discussões sobre a indenização de atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, que matou 19 pessoas e causou prejuízos ambientais em Minas Gerais e Espírito Santo.

Na terça-feira (6), a 2ª Vara da Comarca de Mariana realizou audiência judicial com a participação desses atores para discutir um prazo para o encerramento de cadastro dos atingidos pelo rompimento da barragem, discutir o pagamento aos incapazes e a prorrogação da data limite para judicialização de ações contra a Fundação Renova. O prazo para o acordo entre a Renova e as famílias atingidas se encerra em 2 de outubro.

Na audiência de terça, não houve avanços. De acordo com o Ministério Público, a pandemia de Covid-19 dificultou a conclusão dos cadastros dos atingidos, porque muitos não têm acesso às tecnologias necessárias para fazer o cadastro.

De acordo com a assessoria técnica Cáritas, de 1.511 núcleos familiares atingidos, foram cadastrados 1.214 núcleos. Desse total de núcleos, 622 foram indenizados.

A Fundação Renova informou em nota que "até 31 de maio de 2021, do total de 1.341 famílias cadastradas pela Cáritas, 1.177 iniciaram as tratativas no Programa de Indenização Mediada (Pim), sendo que destas, 1.023 foram concluídas com aceites, recusas ou negativas por inelegibilidade. Já foram pagos R$ 251,9 milhões em indenizações para 607 famílias de Mariana".


As informações são do Valor Econômico.

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