Vale cria canal para combater assédio

Objetivo é garantir a confidencialidade das informações e a não retaliação ao denunciante.



A Vale lançou, no final de abril, o Canal de Acolhimento, ferramenta específica para empregados relatarem casos de assédio sexual e discriminação. Por meio do canal, uma equipe de profissionais especializados de uma empresa independente fará, via telefone, o primeiro atendimento às vítimas, oferecendo um apoio diferenciado e acolhedor. Desta forma, as vítimas ficam mais seguras para fornecerem informações importantes para o processo de apuração.


O Canal de Acolhimento é externo e independente, com o objetivo de garantir a confidencialidade das informações e a não retaliação ao denunciante. Além dele, a Vale já possui o Canal de Denúncias, que pode ser utilizado para reportar qualquer tipo de desvio de conduta. Em 2021, a empresa confirmou 11 casos de assédio sexual no Brasil e três de discriminação; sendo que todos resultaram em ações de desligamento ou desmobilização de contratados. “O canal foi desenvolvido pensando no desafio enfrentado por quem reporta um caso de assédio sexual ou discriminação e o objetivo é oferecer uma escuta mais humanizada para que a pessoa se sinta acolhida e confortável em relatar a situação”, diz Denis Cuenca, diretor de Auditoria e Conformidade.


Atualmente, as mulheres são aproximadamente 19% da força de trabalho global da empresa, que tem como meta chegar a 26% até 2025. Em posições de liderança sênior, o percentual chegou a 20,5% de representatividade feminina no início deste ano, um aumento de 65% comparado a 2019. Na pauta étnico-racial, a Vale pretende chegar a 40% de empregados negros em funções de liderança no Brasil até 2026, ante 29%, número registrado após a realização de um censo autodeclaratório feito com os empregados. Todos os recrutamentos da empresa priorizam a diversidade e ao menos 50% da lista final de candidatos deve trazer diferentes dimensões como gênero, raça, pessoas com deficiência, entre outros. No Programa Global de Trainee de 2021 e 2022, o percentual de mulheres e profissionais autodeclarados pretos ou pardos contratados foi acima de 65%.


A Vale também tem avançado nas iniciativas voltadas ao público LGBTQIA+ e já garante, por meio de seu plano de saúde, a cobertura da hormonioterapia para transição de gênero e da cirurgia de redesignação sexual para todos os funcionários e dependentes trans da empresa no Brasil. “Estamos verdadeiramente comprometidos em promover a inclusão e valorizar a diversidade. Seguiremos nessa jornada, juntos. Estes são imperativos éticos conectados com o propósito da Vale de melhorar a vida das pessoas e transformar a sociedade”, afirma Marina Quental, vice-presidente executiva de Pessoas da Vale.


Fonte: Brasil Mineral, assine e tenha acesso a um vasto conteúdo de notícias do setor mineral

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