Vale avalia cisão de unidade de metais básicos

A Vale avalia a opção de realizar um "spin off" (cisão) da unidade de metais básicos, em um arranjo que buscaria agregar valor ao negócio, afirmou nesta terça-feira (27) o presidente da companhia, Eduardo Bartolomeo.

tualmente, o executivo destacou que a empresa trabalha no aprimoramento da produtividade dos diversos ativos de metais básicos e que se vê como uma importante fornecedora de produtos premium para carros elétricos.

"Sempre olhamos as opções que estão a nosso alcance", disse Bartolomeo, ao participar de teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre.

"Existe uma discrepância, que já existia no passado, de não percepção de valor de metais básicos dentro da Vale... claro que a gente olha essa opção (de realizar um 'spin-off'). A gente começou a analisar"

A Vale é a maior produtora global de níquel e tem operações também em cobre e cobalto, minerais fundamentais para a produção de baterias para a indústria automotiva. Bartolomeo diz que a posição da mineradora nessa frente é uma vantagem.

"A gente nos vê, de fato, como uma das poucas empresas ESG [sigla para classificar companhias com preocupação ambiental, social e de governança], verde e com portfólio muito grande de produtos ligados ao carro elétrico", afirmou.


A capacidade global de produção desses metais é vista pela indústria automobilística como um dos gargalos para o crescimento da demanda. Em julho de 2020, o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, fez apelo às mineradoras globais para ampliar a produção.

"A Tesla lhes dará um contrato gigante por um longo período se vocês produzirem níquel de maneira eficiente e ambientalmente correta", afirmou.

No primeiro trimestre, a Vale produziu 76,5 mil toneladas de cobre, 48,5 mil toneladas de níquel e 714 toneladas de cobalto. A empresa tem operações nesses segmentos no Brasil no Canadá e na Indonésia. Sua entrada no negócio de níquel se deu por meio da aquisição da canadense Inco, em 2006.

Embora tenham porte global, a produção de metais básicos representa apenas uma fração dos ganhos da Vale com minério de ferro, seu principal produto. No primeiro trimestre, aqueles garantiram à empresa R$ 5,5 bilhões em lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês). Já o minério rendeu R$ 42,8 bilhões.

Bartolomeo diz que o olhar da administração da companhia para os metais básicos tem dois focos: um é o rearranjo das operações e outro, o aumento da produtividade dos ativos hoje em operação.


As informações são da Reuters e da Folha de SP.

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