Trabalhadores da mina de cobre Caserones também entram em greve no Chile

Os trabalhadores da mina de cobre Caserones da Lumina Copper, no Chile, iniciaram uma greve nesta quarta-feira (11) depois de rejeitar a oferta da administração em sua negociação de contrato coletivo. Os trabalhadores também rejeitaram a opção de estender as negociações por cinco dias.


A empresa lamentou esta decisão dos trabalhadores e reiterou que sua oferta era muito competitiva em comparação com outros acordos da atual rodada de negociações coletivas na indústria de cobre do Chile. A companhia afirmou que está aberta para continuar as discussões.

A Lumina disse que sua proposta supera melhorias concedidas em 2018, atende aos pontos levantados pelo sindicato e inclui aumento de benefícios sociais e outros. Além disso, criou bônus variáveis, novos benefícios de treinamento e bônus de reposição, entre outros.

"As condições de fechamento, que incluem vínculo rescisório e reajuste, foram bastante competitivas com outros processos de negociação coletiva, mesmo para empresas com produção e porte maiores que a Caserones", disse a empresa.

A Caserones produz cerca de 150.000 toneladas por ano de concentrado de cobre, 30.000 toneladas por ano de cátodos de cobre e 3.000 toneladas por ano de concentrado de molibdênio. A Lumina Copper é propriedade da japonesa JX Nippon Mining & Metals.

A última temporada de negociações coletivas ocorre durante um momento de preços do cobre historicamente altos e com alguns legisladores e o público em geral exigindo que o setor de cobre do país forneça maiores rendas à nação.


Os trabalhadores da mina Andina da Codelco estão atualmente em greve, enquanto os trabalhadores de Escondida, controlada pela BHP, podem entrar em greve nos próximos dias se as negociações de coletivas estendidas forem infrutíferas.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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