Trabalhadores aceitam proposta da Vale e vão encerrar greve no Canadá

Funcionários da Vale que atuam nas operações de níquel, cobre e cobalto em Sudbury, no Canadá, aceitaram a proposta apresentada pela empresa na terça-feira (3). Com isso, os trabalhadores devem encerrar greve de mais de dois meses, com retorno ao trabalho previsto para a semana que se inicia no próximo dia 9.


A Vale afirmou em nota divulgada nesta quarta-feira (4) que, com a retomada das operações, o ramp-up da produção vai ocorrer nas próximas semanas.

Na nota, a mineradora informou que o acordo coletivo com a United Steelworkers Local 6500 será para os próximos cinco anos, com imediata entrada em vigor. As atividades estavam paralisadas desde 1º de junho, quando os cerca de 2,5 mil trabalhadores da operação iniciaram a greve.

Com a paralisação, a Vale retirou, em julho, as faixas de meta de produção de níquel até 2023, alegando "incertezas" sobre o prazo para o fim da greve. A previsão para a produção de níquel era de 200.000 toneladas de 2021 a 2023 e 220.000 toneladas de 2024 a 2025.

A mineradora registrou produção de 41,5 mil toneladas no segundo trimestre, uma queda de 14,3% em relação às 48,5 mil toneladas produzidas nos três meses anteriores. Em 2020, a Vale produziu 214,7 mil toneladas do metal.

Acordo coletivo


A proposta incluiu aumento salarial de 6% em cinco anos, além de reajustes inflacionários; pagamento em até um mês do equivalente a US$ 1.993 pelos esforços durante a pandemia; um bônus correspondente a US$ 2.790 a ser pago em setembro; a preservação dos benefícios de saúde dos aposentados para todas as futuras contratações; e a continuação da cobertura de medicamentos de venda livre.

"Esse resultado reflete meses de trabalho árduo e compromisso de ambas as partes e uma demonstração genuína para a conclusão das negociações de forma favorável", afirmou a empresa, acrescentando que "reafirma seu compromisso com a sustentabilidade de longo prazo do seu negócio de metais básicos e de suas operações de Ontário".

"Os últimos dois meses foram desafiadores para todos", disse Dino Otranto, diretor de Operações de Metais Básicos da Vale no Atlântico Norte, ao anunciar que o negócio foi ratificado. "Estamos satisfeitos que a empresa e o sindicato tenham conseguido encontrar um terreno comum e um caminho a seguir. Estamos ansiosos para recebê-los de volta", afirmou.

"Nossa tarefa agora é posicionar nosso negócio para prosperar hoje e nas gerações futuras. Temos muitas oportunidades pela frente, com o crescente mercado de veículos elétricos. O níquel, cobre e cobalto que produzimos são metais essenciais para alcançar um futuro de baixo carbono", acrescentou Otranto.


Com informações do Sudbury Star/ Notícias de Mineração do Brasil

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