Setor mineral tem faturamento de R$ 39 bilhões no trimestre


O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) divulgou que o setor mineral registrou saldo de quase US$ 6 bilhões na balança comercial no segundo trimestre de 2020, o que corresponde a aproximadamente 33% do saldo registrado pelo Brasil, de US$ 18 bilhões. As exportações totalizaram cerca de US$ 7 bilhões (14% das exportações brasileiras) e as importações em torno de US$ 1,5 bilhão (4% das importações brasileiras). As exportações de minérios tiveram ligeira queda de 3% no 1º semestre de 2020 na comparação com igual período de 2019, enquanto as importações caíram 31%. O saldo comercial do setor mineral aumentou cerca de 8% até junho (na comparação com igual período de 2019), enquanto que o saldo comercial total do Brasil foi elevado em 30%. 

Entre abril e junho, as mineradoras tiveram faturamento de R$ 39 bilhões, com exceção do setor de petróleo e gás – um incremento de 9% na comparação com o 1º trimestre (R$ 36 bilhões). O aumento é explicado pela variação cambial e à variação dos preços internacionais, principalmente de minério de ferro, ouro e cobre. As maiores participações são de minério de ferro, com R$ 23 bilhões (59%), ouro, R$ 5,4 bilhões (14%) e cobre, com R$ 3 bilhões (8%). Os estados com maior participação no faturamento do setor no segundo trimestre foram: Pará - 43% de participação, com cerca de R$ 17 bilhões (45% no 1º TRIM); Minas Gerais - 38% de participação, com cerca de R$ 15 bilhões (36% no 1º TRIM); Bahia e Goiás - 3%, com cerca de R$ 1,3 bilhão cada. “Se o setor tivesse interrompido suas funções – como ocorreu em outros países – a crise econômica alimentada pela pandemia seria bem mais aguda no Brasil”, disse Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM. O executivo destacou ainda a importância do setor como fornecedor de insumos para outras indústrias, inclusive o agronegócio. “O setor opera de forma responsável e segura para evitar um desabastecimento generalizado”, disse Brumer. 

Segundo Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM, é necessário cautela quando se fala das perspectivas sobre o futuro pós-pandemia. “Os mercados compradores estão em fase de retomada das atividades, então os minérios brasileiros voltam a ter demanda aquecida e preços em elevação. Isso é muito positivo tanto para os municípios mineradores e suas regiões – onde estão instaladas as mineradoras exportadoras – quanto para o país como um todo, já que as divisas geradas com exportações resultam de um maior nível de atividade econômica interna e, além disso, proporcionam saldos positivos da balança comercial, essencial para a estabilidade econômica e para gerar perspectivas positivas para o país”.

 COVID-19 

O IBRAM e as mineradoras associadas destinaram quase R$ 900 milhões em contribuições para as comunidades onde as companhias pudessem enfrentar esse momento difícil. Foram doados equipamentos hospitalares, cestas básicas, testes rápidos, entre outros itens. “O setor mineral fez e continuará fazendo contribuições para a compra de EPIs, respiradores, equipamentos médicos, testes para ajudar hospitais e postos de saúde a se prepararem para a pandemia, diminuindo assim o impacto da COVID-19 na sociedade brasileira”, afirma Wilson Brumer.

A manutenção das atividades minerárias durante a pandemia gerou caixa aos cofres públicos. No 2º trimestre, o setor mineral recolheu um total aproximado de R$ 13,5 bilhões em tributos, taxas, encargos etc., valor superior aos R$ 12 bilhões do 1º trimestre. Do valor total, cerca de R$ 1,1 bilhão correspondem ao recolhimento de CFEM, a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. Este valor de CFEM é cerca de 10% menor do que o do 2º trimestre de 2019 e cerca de 6% maior na comparação com o do 1º trimestre de 2020. 

Outro ponto de otimismo para o setor é o chamado “Programa Mineração e Desenvolvimento”, uma agenda de compromissos do setor para o período de 2020 a 2023. O documento está dividido em dez planos e um conjunto de 108 metas e propõe estimular a mineração legalizada com foco na geração de resultados que proporcionem crescimento e desenvolvimento sustentável do país. “Esta sinalização é excelente para atrair o olhar dos investidores globais para a mineração brasileira, ou seja, há solidez em termos de políticas públicas que vão buscar promover o desenvolvimento e o crescimento quantitativo e também qualitativo do setor mineral brasileiro ao longo dos próximos anos”, afirma Flávio Penido. O Programa Mineração e Desenvolvimento foi detalhado pelo secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, em entrevista exclusiva à Brasil Mineral.


Fonte: Brasil mineral

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