Samarco produz 4,4 milhões de toneladas de minério ferro e pelotas após retomada

A Samarco registrou a produção de 4,4 milhões de toneladas de minério de ferro e pelotas após voltar a operar, em dezembro do ano passado, depois de mais de cinco anos paralisada por causa do rompimento de uma barragem em Mariana (MG), em 2015. A produção foi suficiente para embarques em 47 navios que partiram do Porto de Ubu, em Anchieta (ES), em direção a diferentes países.


O resultado foi divulgado nesta terça-feira (3) e alcançado após a empresa reiniciar as atividades de uma nova forma. A Samarco passou a extrair minério usando um sistema de filtragem de rejeitos que possibilita seu empilhamento a seco, sem a necessidade do uso de barragens. Graças a isso, a empresa retomou 26% da capacidade produtiva. A retomada total está prevista para acontecer de forma gradual até 2030, sendo que a empresa ainda enfrenta processo de recuperação judicial, iniciado em abril na Justiça de Minas Gerais. A ação foi adotada para proteger a empresa contra ações de credores do mercado financeiro internacional, os chamados "fundos abutres", que pressionam pelos pagamentos. Na semana passada, a empresa obteve a aprovação da Justiça mineira para obter financiamento no valor de US$ 225 milhões, por meio de um mecanismo conhecido como DIP Financing - específico para empresas em situação de recuperação judicial. A autorização para o empréstimo foi dada pela 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (MG), que reconheceu a necessidade da empresa por recursos que garantam sustentação das suas operações ao longo do processo de recuperação judicial. O gerente geral comercial e de marketing da empresa, Renato Pereira, ressaltou que a Samarco retomou as operações de uma forma diferente e que o caminho até a ampliação da capacidade foi traçado considerando o novo modelo de produção e o cumprimento das suas obrigações no campo social e ambiental, com foco na segurança e sustentabilidade de suas operações. "A Samarco se empenhou ao longo dos últimos anos em um projeto que chamamos de prontidão operacional, que possibilitou a verificação de todos os processos produtivos e corporativos para garantir um retorno seguro e estruturado. Nosso foco é produzir com segurança", afirmou. Ainda segundo Pereira, "mesmo durante os cinco anos em que estivemos com as operações paralisadas, seguimos mantendo relacionamento estreito com nossos clientes, o que também contribuiu para o nosso retorno de maneira estruturada. A retomada das operações é uma conquista para todos nós e fruto de muito esforço e dedicação, o que nos possibilitou dar este importante passo. Estamos atualmente operando com 26% da capacidade e outros passos serão necessários até atingirmos a capacidade plena, mas queremos dar um passo de cada vez", afirmou.


As informações são da Gazeta.


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