RHI Magnesita investe R$ 185 milhões em unidade na Bahia


A RHI Magnesita anunciou investimento de R$ 180 milhões na unidade de Brumado, na Bahia. Segundo o presidente para a América do Sul, Francisco Carrara, os aportes devem aumentar a produção de matéria-prima para refratários em até 40%, passando de 100 mil toneladas por ano para 140 mil toneladas de capacidade instalada. O executivo ressaltou que grande parte dos recursos virá da matriz na Europa.

"O investimento de Brumado, na Bahia, e em Contagem, Minas Gerais, estão planejados desde 2017. Estamos sempre pensando nas próximas décadas. Nada é de curto prazo. Claro que intensificamos e aceleramos os aportes pensando na retomada da economia brasileira, pois estaremos mais preparados na recuperação de nossos clientes", disse Carrara, acrescentando que, em Contagem, serão aplicados R$ 257 milhões neste ano e no próximo.

Os aportes em Brumado serão aplicados até o fim do ano que vem na construção de um forno rotativo em sua unidade de mineração. "Como disse, é um projeto de longo prazo e faz parte do plano estratégico da companhia. A partir de sua conclusão, poderemos ampliar a oferta de produtos ao mercado e tornar a empresa a produtora da matéria-prima mais competitiva do mercado global", disse o executivo.

Segundo ele, em Brumado, quando o projeto estiver concluído, a companhia vai poder produzir até quatro sínteres de magnesita diferentes, que é a magnesita natural processada. Atualmente, com o equipamento em operação, a RHI Magnesita consegue processar somente dois sínteres de magnesita.

"O forno que utilizamos hoje é vertical. Com esse novo equipamento, que é horizontal, podemos ter uma densidade maior e utilizar até mesmo o que é considerado resíduo", afirma o executivo.

Carrara acrescentou que, com o novo equipamento, a companhia aumentará também a vida útil da mina de Pedra Preta, em Brumado. Hoje, as reservas são para até 50 anos. Com o novo forno, a mina poderá ser explorada por até 120 anos. "Vamos minerar menos a partir de 2021", ressaltou Carrara.


O executivo acrescentou que a companhia deverá aumentar o volume exportado por meio da unidade de Brumado. Segundo Carrara, atualmente, 60% da produção é enviada para as unidades da RHI Magnesita no exterior. "Com esses investimentos, poderemos aumentar em 10 pontos percentuais as nossas exportações. Vamos produzir a melhor síntese de magnesita com o menor custo", disse Carrara.

As obras de construção do novo forno vão movimentar a economia de Brumado. A expectativa é de que no pico, aproximadamente 350 pessoas estejam atuando diretamente na execução do projeto, entre mão de obra local e externa. "Uma obra com essa magnitude gera oportunidades de empregos diretos e indiretos, mas também contribui para o comércio e os serviços do município e da região", disse.

O executivo disse que, com a pandemia, a empresa fez uma reestruturação no mundo e foram dispensados cerca de 400 pessoas nas operações mundiais, ficando com 13,6 mil funcionários. "Tivemos que tomar medidas de curto prazo para adequar a companhia. Adequamos a estrutura de custos à realidade do mercado." As informações são do Valor Econômico.

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