Rejeitos e mudanças climáticas são grandes desafios

Estes foram os temas de destaque do segundo dia do congresso e feira Exposibram , com participação de milhares de pessoas em Belo Horizonte.



Rejeitos, ESG, Mudanças Climáticas, Inovação, Economia Mineral, Segurança de Processos, Nova Regulamentação de Barragens, Concorrência e Competitividade no Setor Mineral. Estes foram os temas de destaque do segundo dia do congresso e feira Exposibram 2022, com participação de milhares de pessoas em Belo Horizonte.


O tema Desafios dos Rejeitos foi abordado por Aidan Davy (do ICMM – International Council on Mining and Metals), Rafael Jabur Bittar (diretor de Geotecnia da Vale), Mônica Moncada (engenheira Geotécnica Sênior da Alcoa) e contou com moderação de Marcos Antonio Lemos Júnior (gerente Sênior de Gestão de Barragens da CBMM). Nas exposições, os expositores mostraram como as empresas estão trabalhando para deixar de depender das barragens de rejeitos, os investimentos que realizam para promover a descaracterização das estruturas com alteamento a montante e a adoção de novos processos como filtragem e empilhamento a seco dos rejeitos, além da busca de novos usos para esses materiais e utilização de processos de beneficiamento do minério a seco. A Vale, por exemplo, promete ter 60% de suas barragens descaracterizadas até 2025.


No Talk Show ESG Mineração do Brasil, moderado por Ana Cunha, coordenadora do Comitê de Acompanhamento da Agenda ESG na Mineração no Conselho do IBRAM, participaram: Adriana Kupcinskas Alencar (VP de Recursos Humanos da Mosaic), Dennis de Almeida Glória (sócio da Falconi consultoria), Ivan de Araújo Simões Filho (diretor de Assuntos Corporativos e Impacto Sustentável da Anglo American Brasil), Lauro Dias Amorim (vice-Presidente de Sustentabilidade da AngloGold Ashanti), Paulo Guimarães Misk (presidente e CEO da Largo Inc.), Reuber Koury (diretor de Projetos e Sustentabilidade da Samarco) e Marcelo da Silva Klein (diretor de Reparação e Desenvolvimento Territorial da Vale). Em linhas gerais eles afirmaram que os princípios do ESG começam a se tornar realidade nas empresas de mineração e que o compromisso pela sustentabilidade firmado em 2019 pelas empresas filiadas ao IBRAM já se traduz em ações concretas, embora ainda exista um longo caminho a percorrer.


As Mudanças Climáticas foram discutidas por Aidan Davy (ICMM), Guilherme Corrêa Abreu (gerente de Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil), Juliana Falcão (gerente de Clima e Energia da CNI), Marco Antonio Fujihara (coordenador executivo do Forum Brasileiro de Mudanças Climáticas), Thiago de Souza Amaral (gerente de Sustentabilidade da CBMM) e Alexandre Salomão (gerente do programa Powershift da Vale), com moderação de Alexandre Melo (diretor de Associados e Municípios do IBRAM). O que ficou demonstrado, no painel, foi que a descarbonização terá uma grande participação do setor mineral, seja reduzindo suas próprias emissões ou contribuindo com os minerais que vão possibilitar a redução dessas emissões.


Já o painel sobre Economia Mineral focou principalmente o futuro do mercado para o minério de ferro, com participação de Francisco Acuña (do CRU), Henrique Ceotto (McKinsey) e Mingming Zhang (da Wood Mackenzie), sob a moderação de Wilfred Theodoor Brujin (CEO da Anglo American Brasil).


Fonte: Brasil Mineral, assine e tenha acesso a um vasto conteúdo de notícias do setor mineral.

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