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Projeto Jaguar, em Carajás, requer investimentos de US$ 439 milhões

A decisão final de investimento está prevista para o segundo trimestre de 2025. Se isto acontecer, o projeto poderá iniciar operação no último trimestre de 2027.




A Centaurus Metals anuncia a conclusão de um Estudo de Viabilidade (FS) positivo para o desenvolvimento de seu Projeto Jaguar Nickel Sulphide (Jaguar Nickel Sulfeto), na Província Mineral de Carajás, que destaca a forte economia de um projeto inicial para produzir somente concentrado, “proporcionando um perfil de produção de longa vida com custos operacionais de primeiro quartil”.


Segundo a empresa, o projeto Jaguar representa um ativo fundamental para o seu negócio, já que sustentará sua ambição de “construir um negócio brasileiro diversificado de minerais críticos com as melhores credenciais ESG da categoria”.


Jaguar é atualmente um dos maiores projetos de sulfeto de níquel não desenvolvidos em todo o mundo e uma fonte potencial altamente estratégica de produtos concentrados de níquel livres de ônus, especialmente para a cadeia de fornecimento de baterias de veículos elétricos.


O Estudo de Viabilidade considera apenas minério de sulfeto de níquel a céu aberto ao longo de uma vida útil inicial de 18 anos da mina, fornecendo alimentação de sulfeto de níquel para uma planta convencional de flotação de níquel de 3,5 Mtpa para produzir aproximadamente 18.700 toneladas de níquel metálico recuperado por ano, com uma baixa vida útil da mina, custo operacional C1 de US$ 2,30/lb e AISC de US$ 3,57/lb, com base em níquel contido.


O estudo prevê a produção de concentrado de níquel de alta qualidade através de circuito convencional de flotação de níquel de 3,5 Mtpa, com escala de produção de 18.700 t/ano de níquel metálico ao longo de 18 anos. A estimativa de preços para o níquel durante a vida útil da mina é de US$ 19.800/t e 76% de pagamento de níquel.


A decisão final de investimento está prevista para o segundo trimestre de 2025. Se isto acontecer, o projeto poderá iniciar operação no último trimestre de 2027. O Capex de pré-produção (incluindo crescimento e contingência) é de US$ 371 milhões e o de pré-produção (pré-striping da mina) soma US$ 68 milhões. A previsão de fluxo de caixa é de US$ 2,11 bilhões, gerando caixa livre descontado de US$ 1,7 bilhão, com VPL de US$ 663 milhões e TIR de 31% ao ano.


O estudo se baseia numa estimativa de recursos minerais JORC (norma australiana) de 109,2 milhões t de minério a 0,98% Ni ou 948.900 t de níquel contido. As reservas provadas e prováveis de minério a céu aberto do Maiden JORC são de 63,0 milhões t com 0,73% Ni ou 459.200 t de níquel contido. Em termos de licenciamento, o projeto teve sua Licença Prévia (LP) aprovada pela SEMAS do Pará em janeiro de 2024 e a Licença de Instalação (LI) está prevista para o quarto trimestre de 2024.


A Centaurus informa que “o envolvimento preliminar com potenciais parceiros estratégicos tem estado em curso ao longo dos últimos 12 meses e confirmou o interesse estratégico significativo no Projeto por parte de uma série de partes, incluindo participantes da cadeia de fornecimento de baterias EV que procuram diversificar a sua base de fornecimento e limitar a dependência do fornecimento de níquel da Indonésia, e no contexto de fornecimento limitado de concentrados de sulfeto de níquel livres de ônus”.


Com a conclusão do Estudo de Viabilidade, a empresa iniciará formalmente um processo de parceria estratégica em conjunto com o consultor financeiro, Standard Chartered Bank, com a finalização do processo para apoiar a decisão final de investimento.


De acordo com Darren Gordon, Diretor Geral da Centaurus, “a conclusão do Estudo de Viabilidade de alta qualidade marca o culminar de dois anos de esforços e representa um marco fundamental para nossos acionistas e nossos principais stakeholders no Brasil. A economia convincente e os retornos financeiros previstos descritos no Estudo confirmam os excelentes fundamentos da Jaguar e a nossa crença de longa data de que temos um dos melhores novos projetos de sulfeto de níquel do mundo, tanto do ponto de vista econômico como de sustentabilidade. O estudo mostra que a Jaguar tem um caminho claro para o desenvolvimento, constituindo a pedra angular da nossa estratégia para construir um negócio estratégico de minerais no Brasil para beneficiar nossos acionistas, nosso pessoal e as comunidades onde operamos. O desenvolvimento do Jaguar proporcionará muitas novas oportunidades de emprego dentro e ao redor dos municípios locais. Com uma força de trabalho de construção de mais de 1.200 pessoas, 490 funcionários operacionais em tempo integral e aproximadamente 630 funcionários de empreiteiros de mineração, a Jaguar não só proporcionará oportunidades de emprego direto, mas também estimulará a economia local através da criação de empregos diretos e indiretos e de oportunidades de negócios”, concluiu.




Fonte: Brasil Mineral

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