Produção global de minério de ferro deve crescer 111,3 mi de toneladas em 2021

A produção global de minério de ferro deve aumentar em 111,3 milhões de toneladas em 2021, alcançando a marca de 2,3 bilhões de toneladas, volume que representa uma recuperação de 5,1% em relação a 2020. Impactada pela pandemia de Covid-19, a produção do minério caiu 3% no ano passado, para 2,2 bilhões de toneladas, de acordo com a empresa de dados e análises GlobalData.


A Rio Tinto deve produzir até 340 milhões de toneladas de minério de ferro, enquanto a BHP liberou orientação de produção de 245-255 milhões de toneladas, apoiada pelo reinício, em dezembro, das operações da Samarco, que deverá produzir entre 1-2 milhões de toneladas.

A BHP manteve sua orientação para as minas australianas em 276-286 milhões de toneladas em uma base 100%, devido ao trabalho de manutenção programada em sua fábrica de manuseio de minério e atividade de conexão na mina Area C e na mina de South Flank.

"Espera-se que as demais empresas produzam mais de 600 milhões de toneladas de minério de ferro, incluindo a FMG, cuja produção deverá variar entre 175 e 180 milhões de toneladas apoiada por sua mina de Eliwana, que iniciou suas operações no final de dezembro de 2020; e a Anglo American, que espera produzir entre 64 e 67 milhões de toneladas. A Vale deverá retomar 40 milhões de toneladas de sua capacidade produtiva, elevando sua capacidade de produção global para 350 milhões de toneladas em 2021, com orientação de produção de 315-335 milhões de toneladas", destaca o gerente de projetos associados da GlobalData, Vinneth Bajaj.

A empresa de análise de dados afirma que a expectativa é de que a produção global da commodity chegue a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,7%, atingindo o volume de 2,6 bilhões de toneladas entre 2021 e 2025. Os principais contribuintes para esse crescimento serão Brasil (6,2%), África do Sul (4,1%), Austrália (3,2%) e Índia (2,9%).

Já os principais projetos previstos para iniciar as operações, conforme a Global, incluem o South Flank, na Austrália (2021); Zulti, na África do Sul (H2 2021); Serrote da Laje, em Alagoas (H2 2021) e Gudai-Darri (2022).


Em relação ao ano passado, Bajaj afirma que os declínios no Brasil e na Índia foram os principais contribuintes para a redução da produção em 2020. "A produção combinada desses dois países caiu de um coletivo de 638,2 milhões de toneladas em 2019 para uma estimativa de 591,1 milhões de toneladas em 2020. A redução da produção da Vale foi o fator-chave por trás da redução da produção brasileira, enquanto os atrasos no leilão de minas em Odisha afetaram a produção da Índia em 2020", declara.

"Os mineradores na Austrália não foram relativamente afetados pela Covid-19 devido a medidas efetivas adotadas pelo governo australiano, enquanto uma rápida recuperação na China levou a um aumento significativo de 10,4% na produção de minério de ferro do país", finaliza o executivo.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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