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Perfuratrizes autônomas na Kinross aumentam a produtividade e a segurança da mina Morro do Ouro

O projeto, chamado Full Autonomous, começou a ser implantado em 2021 em conjunto com a Epiroc, fabricante das perfuratrizes Pit Viper 271


A Kinross já vem utilizando diversas tecnologias avançadas na sua operação. Atualmente, o seu sistema de despacho de mina já está consolidado e monitora, em tempo real, a produção, a saúde dos equipamentos e a segurança dos operadores em campo em cerca de 100 equipamentos, como escavadeiras Shovels, caminhões 793, trator de esteiras D11, perfuratrizes e equipamentos de apoio à infraestrutura, como motoniveladoras, escavadeiras 320 Cat, caminhões pipa entre outros.

O novo passo que a mineradora acaba de dar a coloca definitivamente no caminho da Indústria 4.0. Parte da sua frota de perfuratrizes Pit Viper 271 operado na Mina Morro do Ouro, em Paracatu (MG), já funciona de maneira totalmente autônoma. O trabalho das perfuratrizes é executar os furos onde são colocados os explosivos necessários para o desmonte de rocha. A Kinross é uma das pioneiras no Brasil a utilizar a tecnologia de autonomia total dos equipamentos, que chegou para atender a necessidade de aumento de produtividade da mina, já que a mineradora deu um salto significativo de incremento de material processado.

O projeto, chamado Full Autonomous, começou a ser implantado em 2021 em conjunto com a Epiroc, fabricante das perfuratrizes Pit Viper 271 e desenvolvedora do sistema que torna as perfuratrizes independentes para o trabalho. A primeira etapa consistiu na implantação da infraestrutura de rede sem fio na mina, necessária para a comunicação dos servidores com as máquinas. As especificações foram definidas pela Epiroc e a execução da rede ficou a cargo da equipe de Tecnologia Operacional da Mina da Kinross.

O vice-presidente de Operação da Kinross, Rodrigo Gomides, destaca que a mineradora busca constantemente novas tecnologias para otimizar os recursos, controlar e reduzir impactos de suas atividades. “Importante ressaltar que além da pesquisa mineral a Kinross investe em tecnologias inovadoras e modernas de extração, eficiência operacional e ambiental”, afirmou Gomides. “Este projeto realizado em conjunto com a Epiroc é mais um exemplo da forma de atuar da Kinross, que é sempre em prol de uma mineração cada vez mais eficiente, sustentável, segura, inclusiva e responsável”.

Como toda nova tecnologia, é preciso caminhar um passo de cada vez. Antes de tornar os equipamentos independentes para o trabalho, duas máquinas passaram por uma modernização de sistema em abril e maio de 2022 para serem operadas remotamente por um profissional, a partir de uma sala de controle instalada na mina, com o uso de câmeras. Testado o sistema, o passo seguinte foi a atualização do sistema para o modo livre de operador.

No total, serão seis perfuratrizes operando totalmente autônomas. O sistema foi implantado primeiro nas três perfuratrizes mais novas, adquiridas em 2021 e 2022 e que já estão operando na mina Morro do Ouro. As demais, adquiridas em 2018 e 2020, serão atualizadas nos próximos meses.

Para funcionarem de maneira independente, os técnicos enviam para as máquinas os dados e parâmetros para a execução do trabalho, como a posição e a profundidade de perfuração de cada furo, controle de vibração, entre outros. A partir daí, a máquina analisa a melhor sequência, considerando a produtividade e outros fatores da região a ser trabalhada e já segue para a execução.

Produtividade

Com o aumento da produção – saltando de 70 para 120 milhões de toneladas movimentadas na mina anualmente, a mineradora precisava investir no aumento de desmonte de rocha. Com isso, os técnicos da Kinross pesquisaram no mercado tecnologias que poderiam ser utilizadas para acompanhar o ritmo de produção.

A solução encontrada passava pelo aumento de produtividade das perfuratrizes. Com a automação foram eliminados os tempos de intervalos do operador, deslocamento do profissional até a máquina, troca de turno, revezamento de pessoal entre outros. O resultado é um maior número de furos no mesmo espaço de tempo, aumentando consideravelmente a produtividade, além da segurança. Além disso, a tecnologia embarcada permite que as máquinas detectem todos os outros equipamentos e pessoas nas proximidades. No caso de haver uma aproximação, a máquina alerta o pessoal de monitoramento para as providências ou até mesmo suspende a operação imediatamente, dependendo da distância. Isso significa ter, ao mesmo tempo que o aumento de produtividade, uma operação mais segura.













Ouro por gravidade

Para elevar o potencial mineral da mina Morro do Ouro, a Kinross está desenvolvendo o Projeto Gravity, uma expansão no processo de beneficiamento que vai aumentar a eficiência e a sustentabilidade das operações de mineração, já que o processo também gera redução no uso de reagentes químicos.

O nome "Gravity" (gravidade, em inglês) faz referência ao processo de recuperação de ouro através da separação por gravidade, uma técnica eficiente que permite maior aproveitamento na extração do metal. Para isso, estão sendo instalados concentradores Knelson para recuperação de ouro gravítico na carga circulante do circuito de moagem das Plantas 1 e 2 da Kinross.

A previsão é aumentar a produção em 20 mil onças de ouro (koz) por ano, o equivalente a 620 quilos, a um custo relativamente baixo. Para alcançar esse resultado, serão instalados cinco novos concentradores centrífugos e um reator de lixiviação intensiva. O investimento total é de aproximadamente USD 33 milhões.

"O Gravity é mais um projeto que reafirma o nosso compromisso de buscar alta performance e desenvolver novas tecnologias, ressalta Gomides.

Esse novo circuito de recuperação já está sendo implantado e funcionando em fase de teste na Planta 1 desde dezembro de 2023. A previsão é que o projeto esteja em pleno funcionamento no segundo trimestre de 2024.


Fonte: Conexão Mineral

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