Os impactos da pandemia do novo coronavírus na mineração


Para continuar operando durante o período de isolamento social, que é uma das medidas restritivas essenciais no combate ao novo coronavírus, diversas empresas precisam se reinventar. Ainda sim, o impacto econômico já pode ser sentido em todas as esferas, e o objetivo maior dos empresários se tornou um só: minimizar os danos.

O setor de mineração pode enfrentar dificuldades para retomar o ritmo de produção e realizar eventuais ampliações da sua capacidade produtiva. Tudo isso pode acontecer devido aos atrasos em etapas essenciais que dependem da aprovação de órgãos públicos, como por exemplo, as fiscalizações in loco e a reabilitação de estudos ambientais minerários, que exijam a presença física de engenheiros e técnicos para a avaliação.

Apesar dos impactos já sentidos pelos profissionais do ramo, os danos reais ainda não podem ser mensurados. A verdade é que essa pandemia pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial. Não dá para saber se o prejuízo será consistente ou não.

Durante a pandemia, a proposta do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) é manter acompanhamento da situação por teleconferências, e formatar orientações a empresas responsáveis pela produção mineral brasileira.

As mineradoras também devem se conscientizar e seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da legislação brasileira para preservar a saúde e a segurança da população. É hora de compartilhar experiências e aprender uns com os outros para multiplicar resultados positivos neste momento tão delicado.

As recomendações para o funcionamento de mineradoras incluem a implementação de home office para funcionários não essenciais ou do grupo de risco, a redução de número de trabalhadores nos ônibus que os transportam até os locais de trabalho, bem como a disponibilização de álcool gel nos veículos. Além disso, caminhoneiros que acessam usinas, deve ter a temperatura aferida, e as cabines de operação destes locais devem ser demarcadas para o distanciamento e higienizadas a cada troca de turno.


Também é importante reforçar medidas de higiene pessoal, escalonar a presença física nos refeitórios, evitar reuniões presenciais e reduzir atividades de expansão. O artigo foi publicado originalmente no Estadão.

*Jerri Alves é superintendente do Grupo MBL

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