Nexa prevê exploração com 111 mil metros de sondagem em 2021

A Nexa possui um programa de exploração que prevê um total de 111.000 metros de sondagem em 2021. Os trabalhos são direcionados a praticamente todos os ativos da mineradora, que planeja 69.000 metros de sondagem em operações no Peru, 30.000 metros no Brasil e 12.000 metros na Namíbia.


Segundo a empresa, do total de sondagem previsto para o ano, 17.871 metros já foram executados no primeiro trimestre com o uso de 24 plataformas em operação.

No Brasil, de acordo com a mineradora, o foco principal está no projeto Aripuanã, no Mato Grosso, que consumiu US$ 40 milhões do capex de US$ 84 milhões da empresa no primeiro trimestre. O projeto, que tem mais de 80% das obras físicas concluídas e 90% dos equipamentos entregues, tem previsão de iniciar as operações no início de 2022.

Segundo a Nexa, a exploração em Aripuanã é concentrada principalmente na expansão do depósito Babaçu, onde foram executados 1.527 metros de sondagem exploratória. No fim de 2020, os furos BRAPD000077 e BRAPD000078 já interceptaram sulfeto maciço na extensão noroeste do alvo.

Já o furo BRAPD000080, conforme a mineradora, interceptou três intervalos mineralizados grossos, com resultados ainda pendentes. Mas, segundo a Nexa, os teores "visualmente estimados" são de 147m @ 5% Zn e 2% Pb; 78m @ 2% Zn; e 47m @ 2% Zn, 1% Pb e 0,5% Cu.

"Para o 2T21, continuaremos a sondagem de extensão para o noroeste do Corpo de babaçu, incluindo 1.100 metros com duas sondas", informou a empresa, acrescentando que, nos próximos anos, também direcionará sondagens para a busca por novas jazidas no ativo.


Minas Gerais

Na mina Vazante, em Minas Gerais, a exploração brownfield tem o objetivo de "expandir as zonas mineralizadas existentes e a exploração de novas áreas para definir novas zonas mineralizadas perto da mina".

No 1T21, foram concluídos 15.211 metros de sondagem de enchimento e 863 metros de sondagem exploratória na operação, incluindo 621 metros na área de Extremo Norte com duas sondas e 242 metros em Vazante Sul com outras duas plataformas. No 2T21, um total de 2.000 metros de sondagem está planejado para as extensões das minas Extremo Norte e Vazante com duas sondas e 200 metros em Vazante Sul com uma sonda.

Já na mina Morro Agudo, em Paracatu (MG), foram realizados no 1T21 2.380 metros de sondagem de expansão brownfield na zona central de Bonsucesso (1.631 metros com quatro sondas) e sondagem scout no alvo Carrancas (742 metros com duas plataformas). Outros 1.206 metros de sondagem de enchimento foram executados na mina de Morro Agudo.

"Para o 2T21, planejamos continuar a expansão da sondagem brownfield na zona mineralizada de Bonsucesso, totalizando 1.500 metros com duas sondas e 1.300 metros com outras duas sondas em outros alvos ao norte de Bonsucesso", informou a empresa.

"Em Morro Agudo, planejamos expandir os recursos minerais de Bonsucesso em profundidade na tendência paralela sudoeste para consolidar o projeto como uma operação de mina subterrânea. Em Vazante, a sondagem exploratória buscará novos corpos mineralizados paralelos na tendência Varginha", completou a Nexa.

Exterior

No Peru, segundo a Nexa, a exploração no Complexo Pasco está focada na mina a céu aberto San Gerardo e alvos próximos (Atacocha) e no corpo de minério Sara próximo à superfície em El Porvenir com o objetivo de fornecer recursos minerais e reservas minerais adicionais para justificar a melhoria da cava.

Em Cerro Lindo, a empresa informou que a estratégia é expandir os atuais recursos e reservas minerais dos corpos existentes e buscar "extensões relevantes para novos corpos de maior potencial nas áreas circundantes com foco atual em Pucasalla".

Já na Namíbia, o foco dos trabalhos de exploração está em "alvos potenciais para grandes depósitos de cobre hospedados em sedimentos".

A Nexa observou que as "atividades de sondagem costumam começar em ritmo lento no início do ano devido às restrições climáticas (devido à estação das chuvas no hemisfério sul e neve nos Andes)", mas a tendência é aumento dos trabalhos nos trimestres seguintes.

Segundo o presidente da Nexa, Tito Martins, a mineradora "tem um portfólio único de projetos" e está "construindo um caminho para um crescimento constante em zinco e cobre nas Américas a longo prazo".

"Estamos confiantes de que seremos capazes de continuar a criar valor para todas as nossas partes interessadas, maximizando o retorno de nossas operações e projetos de crescimento, construindo a mineração do futuro", declarou.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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