MVV inaugura oficialmente operação de Serrote contando com alta demanda de cobre

A Mineração Vale Verde inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (16) a mina de cobre e ouro Serrote, em Craíbas, no agreste de Alagoas. A empresa agora dará início aos testes de carga da operação, com start-up do processamento e ramp-up da produção previstos já para o segundo semestre.


O primeiro basculamento de minério na operação ocorreu ainda em janeiro e a conclusão das obras de construção da operação ocorreu em 31 de maio, em prazo menor que o previsto e redução no capex planejado para o projeto de US$ 250 milhões para US$ 200 milhões.

Segundo Paulo Castellari, diretor-executivo da MVV e da Appian Brazil, controladora da mineradora, "duas ou três forças" levaram à alteração do investimento previsto inicialmente.

"Por um lado, houve uma força negativa. A gente gastou mais recursos para manter o nosso programa. Como chuvas que não haviam sido planejadas e foram muito acima da média durante a construção do projeto", disse. "E obviamente todos os custos, os ajustes, para proteger nossa força de trabalho", acrescentou, referindo-se aos protocolos para conter a propagação da Covid-19.

"E existe uma força positiva para chegarmos em US$ 200 milhões que foi uma taxa de câmbio favorável", salientou Castellari.


Com reservas publicadas de 52 milhões de toneladas de cobre sulfetado, Serrote tem vida útil de 14 anos com base em uma operação a céu aberto. Na fase 1, o projeto irá produzir 50 mil toneladas anuais de concentrado de cobre.

Fundamentos

Castellari observou ainda que as recentes quedas no preço do cobre não afetam as perspectivas da empresa para o sucesso da operação. Segundo o executivo, o crescimento do mercado de veículos elétricos e a transição energética garantem uma alta demanda do metal, situação agravada pela inexistência de novos projetos capazes de garantir a oferta.

"O cobre, já há muito tempo, vem apresentando déficit. Não existem projetos de cobre suficientes no mundo para suprir a demanda. A demanda continua sendo projetada para crescer e a oferta está bastante parada. E, com o avanço da operação das minas, os teores estão caindo e, portanto, a projeção global vem caindo. Esse é o elemento fundamental do mercado de cobre", analisou.

"Embora seja dado destaque prioritário para níquel, cobalto e lítio, que são os elementos que fazem as baterias dos carros elétricos, o cobre está presente, além de todas as aplicações, fortemente nos motores elétricos", emendou o diretor financeiro da MVV, Milson Mundim.

Castellari acredita que eventuais variações nos preços do cobre, que atingiu recorde histórico no mês passado, mas teve trajetória descendente nos últimos dias, são resultado de "especulações de curto prazo".

"Os fundamentos continuam muito sólidos. Nos últimos anos, particularmente com a questão da revolução energética, a eletrificação de veículos, a modificação de como a energia elétrica vai ser tratada, o cobre chamou ainda mais atenção, causando variações de preços", disse.

"Todos os empreendimentos que a Appian Brazil já fez e virá a fazer, todos os projetos da Appian ao redor do mundo, sempre vão levar em consideração a natureza do negócio e os fundamentos da indústria. Ninguém vai investir US$ 200 milhões ou um montante dessa natureza baseado puramente no momento em que o preço do metal está", concluiu.


Fonte: Notícias de Mineração do Brasil

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