Mineração Serra Verde recebe licença de instalação de mina de terras-raras em GO

A Mineração Serra Verde recebeu a licença de instalação (LI) para a construção de uma mina de terras-raras em Minaçu (GO). A companhia informou em nota nesta segunda-feira (1) que pretende começar no segundo semestre as obras do projeto, avaliado em R$ 800 milhões e com início de operação previsto para o fim de 2021 ou início de 2022.

Na nota, a mineradora informa que após a conclusão da segunda etapa do licenciamento ambiental, está empenhada agora na preparação dos processos de licitações para a contratação das empresas que vão executar as obras de construção e instalação do projeto.

Do total de R$ 800 milhões investidos no projeto, segundo a companhia, ainda resta "um valor aproximado a ser investido neste e no próximo ano, até o início das atividades de produção". "Estamos muito confiantes e certos de podermos avançar no prazo mais breve possível, com responsabilidade social e respeito às normas legais, observando as melhores práticas internacionais em cada um de nossos processos", afirmou o vice-presidente executivo da Mineração Serra Verde, Luciano Borges.

A mina terá vida útil estimada em 24 anos, com 7 mil toneladas por ano de concentrado de terras-raras, equivalentes a cerca de 5% da demanda mundial. De acordo com a Mineração Serra Verde, a conclusão do projeto poderá torná-lo "o primeiro empreendimento de classe mundial para a produção desses minerais no Brasil".

Atualmente, a China detém cerca de 90% da produção mundial de terras-raras, elementos químicos estratégicos utilizados na fabricação de produtos como lasers de aplicação industrial e médica, equipamentos de tomografia, cerâmicas e ligas metálicas especiais e, principalmente, na produção de super-ímãs, componentes essenciais para a produção de veículos elétricos e turbinas eólicas.

"O projeto em Minaçu colocará a região e o país como referência para produção de minerais estratégicos demandados por indústrias de alta tecnologia, oferecendo ao mercado mundial uma nova e importante opção de fornecimento de terras-raras no Hemisfério Ocidental, com amplos benefícios para as economias local, regional e nacional", declarou Luciano Borges.


"Da construção à operação, o empreendimento gerará empregos e renda na região, atuando de acordo com os padrões internacionais de sustentabilidade e segurança ocupacional e ambiental, tendo a responsabilidade social como um dos principais valores da companhia", acrescentou.

Durante as obras de construção, o projeto deve gerar até 1,6 mil empregos diretos e de 4 mil a 5 mil indiretos. Com o início da operação, devem ser gerados cerca de 400 empregos diretos e até 1,5 mil indiretos.


Fonte: Notícias de Mineração Brasil.

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