Mina da Buritirama no PA contará com 100% de energia renovável

Com uma unidade de energia fotovoltaica e baterias da americana Tesla, a mina de manganês da Buritirama, no Pará, está para se tornar a primeira mina no Brasil, e talvez no mundo, a operar com energia 100% renovável.



É esse o projeto do empresário e presidente da mineradora, João Araújo, que firmou, na quinta-feira (24) um acordo com a Micropower, empresa que desenvolve projetos de energia limpa no Brasil. A Micropower, comandada por Marco Krapels, ex-vice-presidente da Tesla, já tem em seu portfólio contratos com a Coca-Cola, McDonald's e Vale.

No caso da Vale, trata-se de um projeto de armazenamento de energia não em uma mina, mas no Terminal da Ilha Guaíba, instalado no Rio de Janeiro. O projeto com a Buritirama consiste na construção, na área da mina, de uma unidade de energia fotovoltaica integrada às baterias da Tesla, para o armazenamento da energia.

"Essa mina será a primeira no Brasil e possivelmente no mundo a operar 100% com energia renovável, com geração no local", disse Krapels. Segundo ele, a nova geração estará em total funcionamento no primeiro trimestre de 2021.

A opção pela energia solar tem sempre uma vantagem de custo em relação à energia tradicional, mas no caso da mineradora, a inovação pode representar ganho perante a clientes cada vez mais atentos à pauta da sustentabilidade. "Compradores globais de minerais estão começando realmente a se importar em saber de onde vêm seus minérios e quão sustentáveis são as operações em sua cadeia de fornecedores", disse Krapels.

A Buritirama exporta 90% de sua produção para Europa, Ásia e América do Norte. Em 2019, a mineradora registrou receita de R$ 1,4 bilhão. "Somos uma empresa que respeita o meio ambiente, que respeita a sociedade e agora estamos dando passo maior com relação à sustentabilidade energética da companhia", disse Araújo.


Ele não informa o investimento que será feito nem a capacidade de geração, mas reforça que 100% da demanda de energia da mina será atendida pelo novo empreendimento. Hoje parte da energia já vem de placas fotovoltaicas na mina, mas em escala reduzida.

"Esse é o primeiro passo da parceria [com a Micropower] e já estamos trabalhando os próximos passos", disse Araújo. As informações são do Valor Econômico.


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