Minério de ferro e coque despencam na China com medidas antipoluição

Os contratos futuros de minério de ferro e coque chineses despencaram na segunda-feira (22), arrastados por preocupações com a fraca demanda por ingredientes siderúrgicos, à medida que os mercados vislumbram a possibilidade de mais cortes na produção na principal cidade produtora de aço do país, Tangshan.



A China, que responde por mais da metade da produção mundial de aço, prometeu perseguir os violadores das regras de qualidade do ar em sua indústria de aço, com Tangshan emitindo um aviso ameaçando estender as restrições à produção para combater a poluição.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian, para maio, encerrou as negociações com perdas de 7,76%, a 1.004,50 iuanes (US$ 154,39) por tonelada.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato do primeiro mês de abril caiu 3,4%, para US$ 148,90 a tonelada.

O preço spot do minério de ferro com 62% de conteúdo Fe encerrou em dia em queda de 1,92% sobre a sexta-feira, a US$ 163,65 a tonelada, segundo a consultoria MMI, de Xangai.

O coque de Dalian caiu 6,7%, para 2.144 iuanes por tonelada. O carvão metalúrgico de Dalian caiu 1,9%.


A repressão à poluição em Tangshan é vista como parte do movimento da China para endurecer as regulamentações ambientais nos próximos três anos.

"Acreditamos que os próximos três anos podem ser marcados como 'Reforma do lado da oferta 2.0', período durante o qual devemos ver mudanças aceleradas nas políticas para limitar o crescimento da produção na indústria - desta vez devido a regulamentos ambientais mais rígidos", escreveram analistas do JP Morgan em uma nota em 16 de março.

A reforma do lado da oferta foi o tema principal para a indústria siderúrgica chinesa nos últimos anos, à medida que o governo buscava resolver os problemas de excesso de capacidade do setor em meio a preocupações sobre riscos financeiros decorrentes da alta alavancagem do setor, disse o JP Morgan.

"O espectro de mais restrições no mercado imobiliário (está) também pesando sobre o sentimento", disseram os estrategistas de commodities do ANZ em uma nota.

A ANZ citou um crescimento ano-a-ano de 7,6% em investimentos imobiliários na China em janeiro-fevereiro, coincidindo com "um maior foco na contenção de bolhas de preços de ativos".

Os futuros do aço chinês permaneceram resistentes, com o vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai com alta de 0,6% e a bobina a quente com alta de 2%. O aço inoxidável avançou 1,5%.


Com informações da Reuters.

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