MG retoma liderança no faturamento do setor mineral no 1º semestre

Com avanço de 24% do faturamento no 2T22 em relação ao 1T22, Minas ultrapassa o Pará, que teve redução de 19% no período.




Os dois principais estados mineradores do país apresentaram queda no faturamento no primeiro semestre deste ano (1S22). Os números divulgados pelo Ibram indicam que Minas Gerais teve faturamento de R$ 45,2 bilhões no 1S22 ante R$ 61,4 bilhões no 1S21 (26% a menos); Pará registrou faturamento de R$ 41,4 bilhões no 1S22 ante R$ 65,4 bilhões no 1S21 (37% menor).


Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, o faturamento de Minas no setor mineral se recompôs em parte, avançando 24%. Já o faturamento no Pará seguiu com retração de 19% no segundo trimestre na comparação com o trimestre anterior.


Os dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) refletem a menor produção da Vale no Sistema Norte no acumulado de janeiro a junho. Conforme balanço operacional da mineradora divulgado na última semana, ao todo foram produzidos 76,8 milhões de toneladas na região, volume 10,5% menor do que o registrado na mesma época do ano passado (85,7 milhões de toneladas).


Os estados da Bahia, Mato Grosso e São Paulo apresentaram alta no faturamento no semestre e no 2º trimestre: SP devido à produção de agregados para construção civil, de água mineral e fosfato; MT em razão da produção de ouro e calcário dolomítico (muito usado na correção de solos); e a BA por ser importante produtor de níquel, ouro, vanádio e rochas ornamentais, segundo o Ibram.


O faturamento da BA saltou de R$ 4,1 bilhões no 1S21 para R$ 5,2 bilhões no 1S22. O de MT subiu de R$ 2,7 bilhões para R$ 2,9 bilhões. O de SP passou de R$ 2,6 bilhões para R$ 3,6 bilhões.


O faturamento do estado de Goiás cresceu de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,1 bilhões. No entanto, GO teve queda acentuada no faturamento no 2º trimestre: o faturamento do fosfato no Brasil caiu 19,7% no período, uma das razões para a queda do faturamento do estado, que é importante produtor, além das quedas de preço e faturamento para o ouro e cobre.

De acordo com o Ibram, no semestre, MG respondeu por 40% do faturamento; PA por 37%; outros 10%; BA 5%; GO 4%; SP e MT 3% cada.


Fonte: Revista Mineração

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